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Acusado de matar namorada estrangulada em Santa Bárbara vai a júri popular nesta quinta


O serralheiro Renan Teixeira Passarin, acusado de matar estrangulada a namorada, Adriana Oliveira Silva, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (11). O feminicídio ocorreu em novembro de 2017, quando o homem foi preso em flagrante. Ele responde por homicídio quadruplamente qualificado.


O início do julgamento está previsto para 13h no Fórum de Santa Bárbara d'Oeste (SP) e será presidido pela juíza Camilla Marcela Ferrari Arcaro.


Em dezembro de 2018, quando o serralheiro foi pronunciado, o advogado dele, Daniel José Heleno, informou ao G1 que a defesa pretende provar em plenário que Renan não estava consciente no momento do crime.


"O acusado possui problemas com drogas e já foi internado várias vezes. No momento da ocorrência, estava totalmente inconsciente devido à quantidade de medicamentos que ingeriu, cujas embalagens das cápsulas foram jogadas no lixo e encontradas pela polícia. Não havia ninguém para testemunhar o que aconteceu exatamente no dia", afirmou à época o advogado.


Passarin responde por homicídio quadruplamente qualificado: por motivo fútil, emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.


O serralheiro chegou a pedir para responder ao processo em liberdade, mas a Justiça negou em outubro do ano passado. Entre os motivos, a juíza do caso afirmou que, como ainda não havia o depoimento das testemunhas, o réu poderia interferir ao entrar em contato com elas se fosse solto. Além disso, nada o impediria de deixar a cidade, o que dificultaria o processo.


Vítima foi enforcada duas vezes, diz MP


A vendedora Adriana Oliveira Silva, que tinha 40 anos, foi morta na noite de 24 de novembro de 2017. Segundo a Polícia Militar (PM), o acusado confessou o crime após ser denunciado pelo pai da vítima. A morte ocorreu na casa onde Passarin e Adriana moravam.


A vendedora só foi socorrida na manhã do dia 25. De acordo com apuração da EPTV, o próprio homem decidiu comunicar que a mulher estava ferida. Ela deu entrada no Hospital São Francisco, em Americana (SP), e a unidade de saúde acionou os policiais após constatar o óbito. A corporação foi até lá e verificou que ela tinha sido estrangulada.


O pai de Adriana também foi até a base da Polícia Militar para denunciar o então genro e forneceu a placa do veículo dele para localização. Passarin foi abordado após a denúncia e confessou o crime, segundo a PM, sendo preso em flagrante.


Ele foi levado para a delegacia de plantão de Santa Bárbara, e durante depoimento, o réu relatou à polícia que a "mulher gastava muito no cartão de crédito" e também admitiu ser usuário de cocaína.


De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-SP),oferecida à Justiça em 11 de dezembro de 2017, Passarin enforcou a mulher uma vez, ela caiu no solo e, quando tentava se levantar, foi novamente agredida pelo homem. Depois de ser estrangulada pela segunda vez, ela não resistiu.


"Renan se aproximou de sua companheira e, de súbito, segurou o pescoço da vítima com força, enforcando-a. A vítima, ainda com vida, caiu ao solo. Foi então que, visualizando a vítima fragilizada tentando se levantar e, valendo-se de sua superioridade física, o denunciado voltou a enforcá-la, dessa vez provocando seu óbito", afirmou, na denúncia, o promotor Matheus Bulgarelli de Freitas Guimarães.


(fonte site G1 Campinas)








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