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Americana investiga 6 mortes por suspeita de febre maculosa; veja áreas de risco


Americana (SP) confirmou na tarde desta terça-feira (15) que seis mortes por suspeita de febre maculosa estão sendo investigados pela Vigilância Epidemiológica. Além disso, segundo a Prefeitura, o total de casos suspeitos da doença chega a nove. Não há registros confirmados.


Segundo a administração, entre as vítimas estão um menina de 7 anos, e cinco homens com idades entre 23 e 60 anos. A maioria dos pacientes apresentou sintomas parecidos, entre eles, vômito, dores abdominais e musculares, náuseas, erupções cutâneas; e em alguns casos, icterícia.


De acordo com o governo, os materiais coletados dos pacientes também serão submetidos aos exames sorológicos para doenças como dengue, febre amarela e leptospirose. "O material foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz, que leva em torno de 20 dias para emitir o resultado", diz texto.


Em 2017, o município teve 25 casos suspeitos de febre maculosa, entre eles, um confirmado óbito.


Perfis


Segundo a administração, a primeira morte suspeita por febre maculosa é a de um jovem, de 23 anos, que residia no Jardim São Paulo. Ele foi internado no Hospital Municipal com febre e, de acordo com a assessoria, há relatos de que esteve em um pesqueiro em Nova Odessa (SP).


O segundo caso é de um homem, de 53 anos, morador do São Vito. Ele morreu em 5 de maio, na mesma unidade de saúde, e antes disso teria estado às margens do Rio Piracicaba para pescaria.


Três óbitos foram de residentes do bairro Antônio Zanaga. Entre as vítimas estão uma menina de 7 anos, que não teve histórico de deslocamento para áreas de risco e morreu no Hospital de Clínicas da Unicamp em 4 de maio; um homem, de 59, que morreu no Hospital Unimed e para o qual também não há informações sobre presença em áreas de mata; e um outro homem, de 65, que morreu no Hospital Municipal em 14 de maio, e teria estado às margens de rios e lagoas da região.


Além disso, em 11 de maio, foi registrada a morte de um homem, de 60 anos, morador do bairro Vila Bela. O óbito também ocorreu no Hospital Municipal, informou o governo municipal.


Casos suspeitos


De acordo com a Prefeitura, entre os casos suspeitos estão um homem de 32 anos, morador do Jardim Brasil; e um homem de 38, residente do Jardim Alvorada. Ambos já tiveram alta médica.


O terceiro refere-se a um menino, de 6 anos, que mora no Vale das Nogueiras e teve contato com carrapato em pescaria. A assessoria informou que ele está internado no Hospital São Francisco.


Áreas de risco para febre maculosa







  • Carioba (pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos ao Parque Têxtil da Rua Carioba).

  • Casa de Cultura Herman Müller (mata ciliar adjacente ao Ribeirão Quilombo)

  • Rio Jaguari (região pós-Represa do Salto Grande / chácaras nas proximidades da Colônia Agrícola do Sobrado Velho)

  • Museu Histórico (pesqueiros na confluência dos Rios Atibaia e Jaguari)

  • Assentamento Milton Santos (matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga)

  • Ponte do Rio Piracicaba / Rodovia Anhanguera (pesqueiros locais)

  • Rio Piracicaba (pesqueiros na proximidade do Centro de Detenção Provisória de Americana)

  • Represa do Jardim Imperador (área do Portal dos Nobres)

  • Praia dos Namorados (orla da Represa do Salto Grande)

  • Bairro Mirandola (pastos e matas periféricas)

  • Praia do Zanaga (braço da Represa do Salto Grande entre os Bairros do Zanaga e Vale das Nogueiras)

  • Usina da CPFL (Represa do Salto Grande)

  • Praia Azul (orla da Represa do Salto Grande)

  • Ribeirão Quilombo (toda a extensão)

  • Área Verde do Parque Nova Carioba (mata ciliar do Córrego Bertini)




De acordo com o governo, moradores devem evitar áreas de risco ou tomarem cuidados como:






  • Usar roupas claras porque facilitam a visualização dos carrapatos;

  • Colocar a barra das calças dentro das meias e calçar botas de cano alto;

  • Examinar o corpo cuidadosamente a cada três horas, porque os carrapatos transmitem a bactéria causadora da febre maculosa, depois de algumas horas após a picada na pele;

  • Cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado à pele, fazendo-o mediante leve torção;

  • Procurar o serviço de saúde e informar ao médico sobre contato com carrapatos, caso apresente febre alta, dores no corpo e de cabeça, calafrios e manchas avermelhadas na pele em período de dois a 14 dias após frequentar áreas consideradas de risco para a doença.(fonte site G1 Campinas)



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