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Câmara de Pedreira aprova indicação para que Executivo vete construção de barragem na cidade


A Câmara Municipal de Pedreira (SP) aprovou nesta segunda-feira (4), na 1ª sessão ordinária de 2019, uma indicação ao Executivo, assinada pelos nove vereadores da Casa, pedindo ao prefeito que embargue a construção de uma barragem na cidade. A estrutura foi classificada pelo governo como de “dano potencial alto” para quem mora no entorno em caso de rompimento, e a reivindicação ganhou força após a tragédia em Brumadinho (MG).


Presidente da Câmara, Jayro Gouveia Goulart Filho (PTB), explica que a Casa não é simplesmente contra a barragem, mas sim pelo fato de a estrutura ficar próxima a cidade, o que aumentaria o impacto em caso de emergência.


''É um risco. Hoje o sentimento é de que a grande maioria dos cidadãos é contra a construção da barragem. E isso aumentou após o caso em Brumadinho, há desconfiança quanto a fiscalização, a questão de barragens próximos a centros urbanos. Em alguma urgência, não há tempo hábil para qualquer plano de urgência", explicou.


Por conta da indicação, o plenário da Câmara ficou lotado. Na sessão, os vereadores também aprovaram um requerimento solicitando ao Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e a Agência Nacional de Águas (ANA) a apresentação sobre a existência de "plano de emergência e sua funcionalidade".


Em nota, o DAEE destacou a importância da barragem, e que o projeto da construção em Pedreira atendeu a todos os requisitos legais.


O projeto


A barragem de Pedreira, ainda em construção, foi classificada pelo governo como de “dano potencial alto” para quem mora no entorno em caso de rompimento. Por isso, ela e outras 3 mil serão fiscalizadas em todo o Brasil para adoção de novas medidas de segurança em qualquer barragem que possa atingir concentração de pessoas em caso de problemas estruturais.


O projeto, aprovado após a crise hídrica de 2014, prevê o abastecimento de 5 milhões de pessoas em 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O primeiro prazo para as obras ficarem prontas era para 2016 e depois para 2018. No entanto, a falta de verba atrasou as obras, que devem começar em abril, com previsão de término de 28 meses, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica.


O reservatório, que terá investimento de R$ 550 milhões e vai ocupar uma área de 3 km², já começou a modificar o entorno. Algumas famílias e comércios próximo ao local já deixaram a região. Com a chegada da barragem, cachoeiras, vegetação e casas vão ficar embaixo da água.(fonte site G1 Campinas)



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