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CP contra Jonas ouve depoimentos de testemunhas de defesa nesta terça em Campinas


A Comissão Processante (CP) aberta pela Câmara de Vereadores de Campinas (SP) contra o prefeito Jonas Donizette (PSB) vai ouvir, nesta terça-feira (5), testemunhas de defesa indicadas pelo chefe do Executivo. De acordo com o Legislativo, o encontro está marcado para às 14h. Estão previstas oitivas de dez pessoas, entre elas secretários municipais, servidores, procuradores e políticos.


Comissão Processante apura a responsabilidade do chefe do Executivo em supostos desvios de recursos do hospital durante a gestão da Organização Social (OS) Vitale, entre maio de 2016 e novembro de 2017. O grupo é formado pelo presidente Luiz Cirilo (PSDB), além dos vereadores Gilberto Vermelho (PSDB) e Filipe Marchesi (PR).


Jonas Donizette é alvo de apurações da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) desde que foi citado por empresários em supostas negociações para favorecer a OS Vitale. O caso está sob sigilo. Os depoimentos de defesa estavam marcados anteriormente para a última sexta-feira (1), mas foram adiados a pedidos do advogado do prefeito, Marcelo Pelegrini. A lista inclui os seguintes nomes:


Marcos Pimenta - presidente da Rede Mário Gatti;


Cármino Souza - secretário de Saúde;


Wanderley de Almeida - secretário de Relações Institucionais;


José Antonio Barroz Munhoz - deputado estadual;


Thiago Milani - secretário de Gestão e Controle;


Vanilde Ribeiro - servidora municipal;


Sílvia Helena Bhartos - servidora municipal;


Messias de Oliveira - procurador municipal;


Daniela Caldo Nunes - procuradora municipal;


Reinaldo Oliveira - servidor municipal;


O depoimento de Jonas Donizette vai acontecer na quinta-feira (7). A defesa do chefe do Executivo pediu a antecipação da reunião para esta terça-feira, após as testemunhas de defesa, mas o pedido foi indeferido pelo presidente da CP. No entanto, o horário da oitiva foi alterada das 14h para às 8h30 para atender agenda do prefeito.


Depoimento de delator


Em depoimento à Comissão Processante, Daniel Câmara, um dos delatores da Operação Ouro Verde, admitiu que um "plano B" não executado para reequilíbrio financeiro do contrato entre a Organização Social Vitale e a Prefeitura, discutido entre ele, o ex-servidor municipal Maurício Rosa e o advogado Marcelo Scalão, previa que a entidade responsável à época por administrar o hospital devolvesse R$ 400 mil mensais ao governo para compensar a "falta de arrecadação" na campanha eleitoral de 2016.


Em nota, a administração municipal alegou que todos os esclarecimentos sobre o caso serão feitos durante os depoimentos das testemunhas de defesa à CP, marcados para esta terça-feira (5).


"O advogado de defesa do prefeito Jonas Donizette, Marcelo Pelegrini, questionará o presidente da Comissão Processante sobre o vazamento de apenas parte do depoimento do delator e quais providências serão tomadas. Sendo que, no mesmo depoimento, Daniel Câmara isenta totalmente o prefeito de qualquer tipo de conduta inapropriada. Ou seja, fica clara a intenção de um vazamento seletivo no sentido de prejudicar o processo. Isso é algo muito grave", diz o texto.


O Legislativo também enviou um ofício ao Ministério Público, nesta tarde, para pedir que seja investigado o vazamento dos áudios do depoimento. O promotor de Justiça Daniel Zulian, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), informou que analisa o documento.


O depoimento de Daniel Câmara aconteceu na última quinta-feira (31). Ainda estavam previstas outras duas testemunhas de acusação, mas Ronaldo Pasquarelli e Maurício Rosa não compareceram. Rosa vai prestar esclarecimentos nesta terça ao Ministério Público.


A convocação foi confirmada pelo promotor Daniel Zulian, após ele receber um ofício do do vereador Marcelo Silva (PSD), onde ele denuncia o prefeito e os demais investigados na Operação Ouro Verde por suposta obstrução de Justiça e coação.


O parlamentar é autor da denúncia que gerou abertura da CP e, segundo ele, a advogada do investigado alegou que não compareceu porque ele está "muito chateado e a família abalada".


A Operação Ouro Verde apura, desde novembro de 2017, um esquema de corrupção no hospital de Campinas com prejuízos que podem chegar a R$ 25 milhões. A força-tarefa já teve três fases com uma série de prisões, entre elas a de empresários, diretores da Vitale, OS que administrava a unidade médica, além de ex-funcionários da Prefeitura e o ex-secretário de Assuntos Jurídicos da cidade, Sílvio Bernardin.


A terceira da história


A Comissão Processante é a terceira da história de Campinas. No dia 20 de agosto de 2011, após a realização dos trabalhos pela CP, a Casa cassou o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos por suposta omissão no esquema de fraudes envolvendo contratos da Sanasa. Quatro meses depois, o vice dele, Demétrio Vilagra, também deixou o cargo depois da análise feita pelo grupo do Legislativo.(fonte site G1 Campinas)



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