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Mulheres se destacam em cargos executivos e contratações aumentam 25% na região de Campinas

Mais do que um olhar mais sensível e um sexto sentido apurado, a diversidade tem sido uma busca constante de empresas multinacionais e nacionais para preencherem cargos executivos. Boa notícia para as mulheres, que ganham espaço em meio a uma seleção por competências - e não por sexo. O número de contratações delas tem aumentado ano a ano no Brasil, e na região de Campinas (SP) a alta foi de 25% em 12 meses.

O dado é resultado de uma pesquisa feita pela consultoria especializada na contratação de altos executivos Exec, com atuação nacional. O levantamento considerou 405 processos de admissão desses profissionais entre 2015 e 2017 na região, e constatou alta de 14,5% no primeiro ano e 18% em 2016. Os salários variam entre R$ 20 e R$ 60 mil.

"Tem crescido realmente a demanda do cliente. Ele tem pedido para a gente considerar mulheres na lista final de candidatos em funções mais difíceis de se ter mulheres, diretor financeiro, gerência geral. [...] As empresas estão mundialmente preocupadas com a inserção de mulheres", afirma a headhunter e sócia da Exec, Camila Marion.

Já para cargos de alta liderança, como presidência, as mulheres foram a opção escolhida em 4% dos processos em 2017, índice estável frente aos dois anos anteriores.

A média de contratação de mulheres na região ainda está abaixo da média nacional registrada pela Exec no período analisado, e isso se deve, segundo Camila, à demora para interiorizar no país as políticas de inclusão de mulheres em posições de liderança.

"A grande dificuldade é como criar na empresa um ambiente para a mulher conseguir equilibrar [o cargo] com as outras funções, de mãe, amamentação. A questão da culpa que a mulher sente, embora tenha mudado isso na sociedade. Como fazer isso se ela está na empresa e tem um cargo elevado. Esse é o grande desafio", conta Camila.





No lugar deles





Das vagas disponíveis no mercado, 85% estão relacionadas à substituição de profissionais por performance, segundo a pesquisa. Ou seja, muitas mulheres têm entrado no lugar tradicionalmente ocupado por homens.


Foi desta forma que Tacyana Salomão, diretora industrial de uma multinacional farmacêutica de saúde animal, em Paulínia (SP), ocupou o cargo há pouco mais de dois anos.(fonte site G1 Campinas)





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