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Café pode aumentar expectativa de vida em nove minutos por dia

Dois grandes e recém-divulgados estudos internacionais afirmam que beber café diariamente, em quantidade moderada, pode ajudar a prolongar a vida. De acordo com uma das pesquisas, benefícios à saúde podem ser associados ao consumo da bebida com ou sem cafeína. No entanto, os apreciadores de café devem se preocupar com a temperatura do líquido. O hábito de degustar a bebida quente demais pode aumentar o risco de câncer no esôfago, segundo uma pesquisa anterior.

Os dois novos estudos foram divulgados nesta segunda-feira. O primeiro, dirigido pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), e por cientistas da Imperial College de Londres, concluiu que, entre os participantes da pesquisa, aqueles que bebiam em média três xícaras de café por dia apresentaram uma longevidade maior do que aqueles que não bebiam café. Neste trabalho, os cientistas examinaram os dados de mais de meio milhão de pessoas em 10 países da Europa.

"Descobrimos que um maior consumo de café estava ligado a um menor risco de morte por qualquer causa e especificamente por doenças circulatórias e digestivas", disse o cientista Marc Gunter, da Iarc, prinicpal autor do estudo.

O segundo estudo, que incluiu mais de 180 mil participantes de diversas origens étnicas nos Estados Unidos, encontrou benefícios à longevidade independentemente de o café ter cafeína ou ser descafeinado.

Por outro lado, essa pesquisa também trouxe uma boa notícia para os amantes do café: não há dados que levem a crer que a substância por si só cause a doença na mama, na próstata e no pâncreas. Em se tratando de câncer de fígado e de endométrio, por exemplo, a bebida pode ser inclusive um fator protetor.

Para chegar a essa conclusão, um grupo de 23 pesquisadores ligados à Iarc analisou mais de mil estudos científicos feitos feitos na China, no Irã, na Túrquia e na América do Sul para verificar a relação entre o consumo de café e mate e a ocorrência do câncer. A organização constatou, então, que a temperatura pode ocasionar a doença, não as substâncias.

 

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