As Sete Capitais que já começaram a flexibilizar o uso da máscara

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Depois de bater recordes diários durante o mês de janeiro, os casos de Covid-19 no Brasil apresentam uma tendência de queda pelo 22º dia seguido, como mostrou o consórcio de veículos da imprensa, o que trouxe de volta o debate sobre a flexibilização do uso de máscaras. Na próxima segunda-feira, a cidade do Rio de Janeiro deverá se tornar a primeira capital brasileira a liberar a obrigatoriedade do item por completo, em ambientes abertos e fechados, e outras cidades já se movimentam para dispensar a proteção pelo menos ao ar livre.

Após a permissão, nesta quinta-feira, pelo governo do Rio para que os municípios fluminenses decidam de forma independente sobre a flexibilização em locais fechados, o comitê científico da prefeitura da capital vai se reunir para discutir sobre a liberação da medida. Desde outubro do ano passado, a proteção já não é mais obrigatória em locais abertos. Para o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, o momento da pandemia na cidade é propício para o debate.

— A gente está vendo os números de casos, casos graves e internações em constante queda. Hoje menos de 1% dos pacientes internados na cidade são com Covid-19 e a taxa de positividade dos testes está em 3,8%, que é considerada uma taxa baixa pela Organização Mundial de Saúde. Então a gente tem um cenário epidemiológico cada vez mais favorável — afirma o secretário.

Além do Rio, ao menos seis outras capitais flexibilizaram o uso do acessório. Veja a lista a seguir:

Liberação total de máscara

Rio de Janeiro: Comitê científico da prefeitura irá se reunir na próxima segunda-feira para decidir sobre a liberação do uso de máscaras em locais fechados. Em ambientes abertos, já é permitido desde outubro.

São Luiz: Na capital do Maranhão já está liberada a circulação sem máscara em ambientes abertos desde novembro.

Cuiabá: Na cidade, também já está liberada a circulação sem máscara em ambientes abertos desde novembro.

Belo Horizonte: Prefeitura da cidade publicou um decreto nesta sexta-feira, que já está em vigor, em que dispensa a obrigatoriedade da máscara ao ar livre. Segundo o prefeito, Alexandre Kalil (PSD), a decisão foi tomada após deliberação do comitê de enfrentamento à pandemia.

Brasília: Governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou, na quinta-feira, a liberação do uso de máscaras em locais abertos “diante da queda dos casos de Covid-19 no Distrito Federal”. O decreto foi publicado nesta sexta-feira e entra em vigor a partir da próxima segunda.

São Paulo: Na quinta-feira, o governador João Doria (PSDB) afirmou que “há uma boa tendência” para a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos no estado. A decisão será tomada em reunião do comitê científico na próxima terça-feira.

Goiânia: Secretaria Estadual de Saúde de Goiás pretende avaliar a flexibilização do decreto que obriga o uso de máscaras no estado duas semanas após o Carnaval.

Porto Alegre: No Rio Grande do Sul, o governo dispensou a obrigatoriedade da proteção facial para crianças menores de 12 anos no último sábado.

Florianópolis: O governo de Santa Catarina liberou nesta quarta-feira o uso de máscaras para crianças entre 6 e 12 anos nesta semana.

As medidas que flexibilizam o uso do item seguem uma tendência mundial em locais onde a pandemia está em estágio de desaceleração. No último mês, países como Itália e Espanha, que haviam retomado a obrigatoriedade da máscara ao ar livre no fim do ano passado para conter a variante Ômicron, anunciaram o relaxamento da medida.

Já na França, desde o fim de fevereiro a proteção é liberada também em locais fechados, mas apenas onde o comprovante de vacinação é exigido. A medida não se aplica ao transporte público.

O que pensam os especialistas

Para o pesquisador da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, Vitor Mori, ainda é prematuro falar em flexibilização de máscaras em lugares como transportes públicos, ambientes hospitalares, casas de repouso e academias. Porém, para ambientes abertos, onde o risco de contágio é menor, o especialista defende que a liberação apresenta menos riscos:

— Menos de 1% da transmissão acontece ao ar livre, então flexibilizar nesse caso não me parece tão crítico. Acho que a grande questão é ter uma dimensão da diferença de riscos entre os espaços. É uma boa oportunidade para incentivar as pessoas a saírem de espaços fechados e irem para locais abertos.

O infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda, também acredita que a flexibilização é possível no momento, mas ressalta que os estados e municípios precisam levar em consideração suas taxas de vacinação, de positividade dos testes, de médias móveis de casos e mortes e ocupação de leitos antes de tomar a decisão.

— Por exemplo, mais de 80% da população vacinada é um bom indicador. Uma taxa de positividade abaixo de 5% também é. Mas o ideal é flexibilizar de forma gradativa, para avaliar o impacto dessas medidas a cada duas semanas e observar se houve um aumento nos casos — diz Croda.

A liberação para lugares fechados, especialmente no caso de crianças em ambientes escolares, ainda é vista com preocupação pelos especialistas. Apenas 45,23% das crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose da vacina.

— Para mim é um equívoco liberar o uso de máscaras dentro das escolas com poucas crianças vacinadas, aquelas abaixo de cinco anos ainda sem poderem se vacinar e também sem conhecermos o real impacto da Covid longa na pediatria — defende o infectologista e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri.

Fonte: O Globo


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