Caixa lucra R$ 17,3 bilhões em 2021, 31% mais do que em 2020

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A Caixa Econômica Federal fechou 2021 com lucro de R$ 17,3 bilhões, um aumento de 31,1% na comparação com o ano anterior. Segundo o presidente da estatal, Pedro Guimarães, este é o segundo maior lucro da história do banco. Na relação entre o quarto e o terceiro trimestre do ano passado, o crescimento do lucro líquido foi tímido: 0,3%, totalizando R$ 3,2 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24).

Ao anunciar os números, Guimarães ressaltou que a Caixa alcançou os maiores lucros dos 161 anos de história nos últimos três anos, acumulando R$ 51,5 bilhões de ganhos. “Aqui o que nós não estamos fazendo é ajustar os resultados por perdas passadas, que aconteceram durante os últimos dez, 15 anos em operações que foram originadas lá atrás e que foram provisionadas por essa gestão”, disse.

Guimarães disse que, em 2018, as contas do banco foram reprovadas pela CGU (Controladoria-Geral da União), já que “várias operações passadas se mostraram inadimplentes e, então, os resultados reconhecidos no passado muitas vezes não aconteceram porque as empresas não pagaram. De qualquer maneira, não tem comparação dos resultados atuais com os do passado.”

Em relação à carteira de crédito, houve um aumento de 24,9% durante a gestão. “É um número muito relevante, crescemos R$ 170 bilhões de crédito. A mesma coisa em patrimônio líquido: quase 40% de crescimento entre o que nós assumimos e o atual”, destacou o presidente da Caixa.

Fontes dos lucros

Em 12 meses, o saldo na carteira de crédito total sofreu aumento de 10,2%, acumulando R$ 867,6 bilhões. Somente em relação à contratação de crédito imobiliário, foram R$ 140,6 bilhões, número 59,6% maior comparado ao de 2018, o maior volume histórico para o índice. Ao comparar 2021 com 2020, o crescimento foi de 20,8%.

No quarto trimestre de 2021, as receitas vindas das carteiras de crédito somaram R$ 19,8 bilhões, aumento de 15,8% em relação ao mesmo período de 2021. Os destaques foram as operações em agronegócios, com crescimento de 187,9% em 12 meses, e em saneamento e infraestrutura, com 21,8% para pessoa jurídica e 14,4% para física.

Entre os destaques da apresentação, Guimarães ressaltou a extinção da Caixapar, o que, na avaliação do presidente, encerrou participações onerosas e incompatíveis. “Basicamente, todos os investimentos deram errado. Entre 2019 e 2021, nosso foco foi resolver os problemas, vender os ativos e, com isso, ganhou-se muito dinheiro para a Caixa nessas operações. O ponto mais importante é que extinguimos a Caixapar, um veículo de investimento que basicamente deu errado em todas as operações.”

Em meio aos balanços de lucros, a melhora em notas sobre governança, transparência, integridade e ações voltadas à preservação do meio ambiente foi citada para justificar que a estatal vive um momento positivo.

Fonte: R7


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