Chuvas aliviam crise hídrica, mas não evitam uso das termelétricas

Publicidade

As chuvas de janeiro favoreceram os reservatórios do Brasil, mas a geração de energia continua pressionada em 2022. O nível das represas vem melhorando, o que afasta a possibilidade de racionamento. No entanto, as termelétricas permanecem funcionando e o preço das contas de luz não deve diminuir. Os reservatórios que em setembro estavam em 18%, agora registram 40%. O meteorologista do IAG da USP Augusto José Pereira alerta para baixos prognósticos de precipitação.  “O prognóstico climático de fevereiro, março, abril, maio e junho indicam chuvas abaixo do normal, especialmente na região de São Paulo. As temperaturas devem se manter próximas do normal para essa época e, portanto, isso indica que nós precisamos economizar água”, afirma.

José Pereira lembra que a ação do fenômeno La Ninã reduz a chuva no centro-sul do país. Já o professor de gestão de recursos hídricos da Unicamp, Antônio Carlos Uffo, ressalta que nas demais regiões o quadro é outro. “Nós esperamos que no norte e nordeste o nível dos reservatórios estivesse mais alto que o normal por causa das chuvas estarem acima da média. No norte brasileiro nós temos uma média dos reservatórios de 86%”, explica. Uffo acrescenta que o La Ninã também provoca o aumento de temperaturas. O professor de engenharia hídrica da USP, José Carlos Mierzwa, destaca que a preocupação é com o centro-sul. “Se não for mantido o nível de precipitação nos próximos meses para que o nível desses reservatórios suba, a condição vai permanecer em atenção”, destaca.

Fonte: JP


Opnião dos Leitores

Você não está autenticado, clique aqui. para acessar o sistema!.


Notícia FM

Ligou, virou Notícia!

Faixa Atual

Título

Artista

Ligou, virou Notícia!

Precisa de ajuda?