Debate sobre venda de remédios em supermercados e pela internet coloca R$ 20 bilhões em disputa

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Remédios, comprimidos, medicamentos, saúde, farmácia
MARCELLO CASAL JR. / AGÊNCIA BRASIL

Os medicamentos isentos de prescrição, conhecidos como MIPs e encontrados facilmente nas prateleiras de farmácias e drogarias, são protagonistas de duas discussões no Congresso Nacional e na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Atualmente, os produtos só podem ser vendidos por farmácias, mas a possibilidade também é pleiteada por gigantes do ecommerce e representantes de supermercados de olho em um mercado que rendeu R$ 20 bilhões no Brasil somente em 2021.

A discussão no Congresso está focada na tramitação de dois projetos de lei: PL 1.774/2019 e PL 1.896/2021. Ambos permitem a venda de MIPs por outros estabelecimentos comerciais, além das farmácias. O texto foi bem recebido pela ala liberal do Legislativo, mas enfrenta resistência de setores da indústria farmacêutica e, especialmente, do CFF (Conselho Federal de Farmácia).

Isso porque esse tipo de abertura comercial representa uma perda significativa da reserva de mercado das farmácias. A venda desses remédios – entre eles comprimidos para dor de cabeça, febre e indigestão, por exemplo – representa 31% de tudo o que o mercado farmacêutico vende por ano. No ano passado, foi vendido 1 bilhão de unidades de medicamentos categorizados como MIPs no país.

Fonte: R7

 

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