Justiça determina penhora das contas da Ponte Preta por dívida contraída em 2017; veja os valores

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Estádio Moisés Lucarelli, casa da Ponte Preta — Foto: Marcos Ribolli

Em uma semana decisiva para o futuro no Campeonato Paulista, a Ponte Preta sofreu mais um duro golpe fora das quatro linhas. O juiz Herivelto Araújo Godoy, da 8ª Vara Cível de Campinas, determinou a penhora das contas do clube por uma dívida com o empresário Marcus Sanchez, antigo parceiro do clube. A decisão foi tomada na última segunda-feira (14 de março).

O processo é decorrente de um empréstimo de R$ 1,5 milhão realizado por Sanchez em 4 de setembro de 2017, durante a gestão de Vanderlei Pereira. Segundo o contrato de mútuo firmado entre as partes, o clube teria dois anos para realizar o pagamento.

Sem a devolução do aporte dentro do prazo, a defesa de Sanchez entrou com a ação em fevereiro de 2020 no valor de 2.483.106,78 (o montante consta, inclusive, nos balanços financeiros da Ponte), alegando que “inúmeras tentativas de solução amigável foram buscadas” antes de acionar a Justiça.

Segundo o despacho do juiz Herivelto Araújo Godoy, a penhora “de valores constantes em contas e aplicações financeiras em nome da executada vai até o limite do débito”. O magistrado também determinou que o valor seja atualizado antes de a penhora ser executada.

Na prática, é preciso saber em quanto está a ação hoje, com juros e correção, para daí bloquear o que tem na conta da Ponte até o valor devido – que será transferido para uma conta judicial a ser repassado ao credor.

Em prosseguimento da ação, em março de 2021, o valor atualizado pela defesa de Marcus Sanchez já constava em R$ 3.682.405,62.

Existe a possibilidade de, em casos assim, haver um bloqueio mensal proporcional até o débito total para que a Ponte ao menos consiga movimentar a conta para honrar seus outros compromissos.

O clube se posicionou sobre o assunto por meio da assessoria de imprensa:

– A Ponte Preta ainda não foi notificada para que possa se pronunciar a respeito da decisão. Contudo, a atual Diretoria Executiva ressalta que, mais uma vez, se trata de uma consequência funesta da irresponsabilidade financeira da gestão Vanderlei Pereira – a mesma que deixou de pagar de três a cinco meses de salário a atletas e funcionários e gerou ações que recentemente oneraram a Ponte em outros R$ 6 milhões, casos dos zagueiro Rodrigo e Fábio Ferreira.

Dentro de campo, a Macaca também vive situação delicada na luta contra o rebaixamento no Paulistão. O time chega à última rodada da primeira fase dentro da degola e precisa vencer o Ituano, sábado, às 16h, no Majestoso, além de contar com uma combinação de resultados envolvendo Santos e/ou Ituano.

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