‘Os não vacinados, eu quero irritá-los’, diz presidente francês

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O presidente da França, Emmanuel Macron, causou indignação ao dizer que a estratégia de vacinação de seu governo é “irritar” as pessoas que não receberam a vacina contra a covid-19, tornando a vida cada vez mais difícil para elas.

“Os não vacinados, eu realmente quero irritá-los. E assim, vamos continuar fazendo isso até o fim. Essa é a estratégia”, disse Macron ao jornal Le Parisien em entrevista publicada na noite da terça-feira 5.

Os comentários foram feitos enquanto o governo busca aprovar uma legislação parlamentar que tornará a vacinação obrigatória a partir de 15 de janeiro para os franceses.
“Em uma democracia, os piores inimigos são as mentiras e a estupidez”, disse Macron. “Estamos pressionando os não vacinados, limitando, tanto quanto possível, seu acesso às atividades na vida social”.

A França vacinou quase 90% de sua população elegível, disse Macron, e foi “apenas uma pequena minoria que está resistindo. Como podemos reduzir essa minoria? Nós o reduzimos, desculpe a expressão, irritando-os ainda mais”.
A declaração gerou revolta da oposição francesa

“Nenhuma emergência de saúde justifica tais palavras”, disse Bruno Retailleau, chefe do partido de direita Les Républicains, no Senado.

“Emmanuel Macron diz que aprendeu a amar os franceses, mas parece que gosta especialmente de desprezá-los”, completou Retailleau.

Marine Le Pen, líder do Reagrupamento Nacional, de direita, observou que um presidente “não deveria dizer tais coisas”, acrescentando que a linguagem “não era digna do cargo” e que Macron estava “transformando os não vacinados em cidadãos de segunda classe”.

Outros também criticaram a proposta de lei. Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de extrema esquerda France Insoumise, chamou a linguagem de Macron de “terrível”.
“Está claro que a aprovação da vacina é uma punição coletiva contra as liberdades individuais”, disse Mélenchon.

Passaporte da vacina

O passaporte vacinal, lançado pelo governo, é necessário na França para acesso a locais públicos fechados, como cafés, restaurantes, cinemas, museus, salas de concertos e centros esportivos, bem como para embarcar em trens e aviões de longa distância.

Fonte: Revista Oeste

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