Presidente da Ucrânia diz que delegação do país vai encontrar os russos sem pré-condições

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O presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, disse neste domingo (27) que concordou em conversar com a Rússia e que o encontro será na fronteira com Belarus, perto de Chernobyl.

A decisão foi tomada após mediação do presidente bielorrusso Alexander Lukashenko. O anúncio ocorreu no mesmo período do dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, deu ordem para que o comando militar de seu país coloque as armas nucleares de represália em posição de alerta grave.
“A delegação ucraniana se reunirá com a [delegação] russa sem estabelecer condições prévias na fronteira ucraniana-bielorrussa, na região do rio Pripyat”, disse a presidência nas redes sociais.

Mais cedo, Putin acusou a Ucrânia de não “aproveitar a oportunidade” para negociações que deseja impor em Belarus, país de onde a Rússia lançou parte de sua invasão.
Não há informações sobre data e horário do encontro de negociação.

Quem participará do encontro?

O grupo que irá negociar inclui representantes dos ministérios da Defesa e de Relações Internacionais, além de membros do gabinete de Putin.

Os ucranianos haviam se recusado a participar do encontro porque Belarus não é um território neutro — tropas russas partiram da Belarus para invadir a Ucrânia. O país, inclusive, desempenhou um papel fundamental na invasão em território ucraniano. Por isso, o governo americano de Joe Biden sancionou nove empresas de defesa bielorrussas por seu apoio à invasão.

Negociação sobre local do encontro

Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, afirmou que está aberto a conversas, desde que elas aconteçam em um país que não tenha participado das agressões à Ucrânia.

Depois disso, o líder da Belarus, Alexander Lukashenko, conversou com o presidente Zelensky, e teria sido convencido a mandar representantes para falar com os russos.

Lukashenko afirmou que, durante o período de deslocamento e conversas com a delegação ucraniana, todos os aviões, helicópteros e mísseis que estão no território bielorrusso permanecerão no chão.

Em 2015, autoridades ucranianas e russas se reuniram na capital da Belarus, Minsk, para elaborar os Acordos de Minsk, que incluíam um cessar-fogo em duas áreas da Ucrânia tomadas por separatistas pró-Rússia.

Novo negociador: intervenção de Israel

Em um anúncio sem relação direta com o encontro na fronteira, o primeiro-ministro Naftali Bennett se ofereceu para intermediar o fim das hostilidades da Rússia em território ucraniano neste domingo em uma conversa com o presidente Vladimir Putin.

A Ucrânia já tinha pedido a intermediação de Israel durante meses. Os israelenses têm boas relações com os dois países em conflito. Os Estados Unidos foram informados da oferta de Israel para intermediação. Bennett também alertou os ucranianos que iria ligar para Putin antes de fazer a chamada.

Forças nucleares em alerta

Ao mesmo tempo em que sinaliza a possibilidade de dialogar com a Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu neste domingo (27) às Forças Armadas do país que colocassem a “força de dissuasão nuclear russa” em alerta reforçado, em resposta às declarações agressivas dos países membros da Otan e às sanções econômicas contra Moscou.

“Como vocês podem constatar, os países ocidentais tomam medidas econômicas ‘pouco amigáveis’ contra a Rússia – sanções ilegais, que todos conhecem muito bem – e líderes da Otan se dão ao direito de formular declarações agressivas sobre nosso país”, disse Putin em uma declaração à TV russa.

A Ucrânia também recorreu à Corte Internacional de Justiça contra a Rússia, para que sua jurisdição ordene a Moscou o fim dos combates, anunciou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. “Pedimos uma decisão urgente que ordene à Rússia cessar a sua atividade militar, e esperamos que as audiências comecem na próxima semana”, tuitou Zelensky.


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