Prévia da inflação é a maior para fevereiro em 6 anos e vai a 10,7% em 12 meses

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A prévia da inflação brasileira voltou a tomar fôlego em fevereiro ao avançar 0,99% — o maior resultado para o mês desde 2016, e acima da taxa de 0,58% registrada em janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 23. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumular alta de 10,76% em 12 meses, acima dos 10,2% registrados no período imediatamente anterior. Desde o início do ano, a prévia da variação de preços soma alta de 1,58%. Em fevereiro de 2021, a taxa foi de 0,48%. No acumulado de 12 meses, o indicador está bastante acima da meta de 3,5% perseguida pelo Banco Central (BC) em 2022, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 2% e 5%. O mercado financeiro estima que a inflação encerre o ano a 5,56%, segundo previsões do Boletim Focus divulgadas nesta segunda-feira, 21. Caso se confirme, será o segundo ano consecutivo que a variação de preços fica acima do teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O IPCA foi a 10,06% em 2021, o maior registro em 6 anos.

Houve variações positivas em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. A maior variação (5,64%) e o maior impacto (0,32 p.p.) vieram do grupo educação, por causa dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. O grupo de alimentação, o maior vilão da inflação no início do ano, registrou alta de 1,2%, ante 0,97% no mês anterior. Os transportes subiram ao patamar de 0,87%. Em janeiro, o grupo teve queda de 0,41%. A alta do mês foi puxada pelo aumento de automóveis novos (2,64%), motocicletas (2,19%) e automóveis usados (2,10%). Os combustíveis, um dos maiores pontos de pressão da alta de preços em 2021, registraram estabilidade na prévia de fevereiro. O óleo diesel subiu 3,78%, enquanto a gasolina registrou alta de 0,15%.  Os demais grupos ficaram entre o 0,15% de habitação e o 1,94% de artigos de residência.

No esforço de trazer a inflação para a meta em 2022 e 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros de 9,25% para 10,75% no início do mês. Foi o terceiro acréscimo seguido de 1,5 ponto percentual na Selic. O BC deixou contratado novo aumento no encontro de março, mas admitiu que o ritmo deve ser desacelerado. O mercado financeiro espera que a taxa básica encerre o ano a 12,25%. Parte dos analistas, porém, enxerga a Selic próximo ao patamar de 13% no fim do ciclo de alta em meio às pressões que possam dificultar o controle da variação de preços ao longo dos próximos meses.

Fonte: Jovem Pan


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