Sobe para 87 o nº de mortos por causa das chuvas no Grande Recife; buscas chegam ao 3º dia

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Buscas por desaparecidos são feitas em Jardim Monte Verde — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

Sobe para 87 o número de mortos no Grande Recife, vítimas das fortes chuvas e deslizamentos de barreira que ocorrem em todo o estado desde quarta-feira (23). Nesta segunda-feira (30), mais três corpos foram encontrados no Jardim Monte Verde, bairro no limite entre a capital e Jaboatão dos Guararapes. Até a manhã desta segunda, havia 21 desaparecidos, segundo os bombeiros.

O Jardim Monte Verde é o principal ponto de buscas de desaparecidos. Só neste bairro, mais de 20 pessoas morreram soterradas e tiveram os corpos resgatados da lama. Entretanto, segundo o Corpo de Bombeiros, ainda há vítimas desaparecidas entre os escombros.

O Instituto de Medicina Legal (IML) chegou ao local para levar os corpos. No domingo (29), a sede do órgão ficou cheia de parentes de vítimas tentando liberar os corpos dos familiares para poder velar e enterrar as vítimas.

Uma das vítimas foi encontrada na região conhecida como Capelinha, outro local crítico. Outras duas foram achadas noutro ponto do bairro. Esses últimos corpos foram indicados pelo cão farejador Fênix, um labrador do Corpo de Bombeiros.

“Achamos uma vítima e tem a possibilidade de ter mais três vítimas ou seis soterradas. As informações divergem. Em outro ponto foram encontradas duas vítimas que faltavam e provavelmente lá vai encerrar as operações”, afirmou o major João Paulo Ferreira da Costa, que comandou as buscas nas últimas 24 horas.

IML recolhe corpo de pessoa soterrada por barreira em Jardim Monte Verde — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

As buscas são feitas por moradores, pelo Exército e pelos bombeiros de Pernambuco e de outros estados, que enviaram efetivo para ajudar o estado em meio ao desastre.

De acordo com o superintendente da Defesa Civil de Jaboatão, Arthur Paiva, embora a chuva não esteja tão intensa quanto nos dias anteriores, ainda há riscos de desastres na região.

[O risco] é bastante alto. Essa área aqui, realmente, toda ela está totalmente afetada, a encosta está muito encharcada, as chuvas não pararam e há possibilidade de novos deslizamentos. Por isso, nós interditamos todas as casas de cima [da barreira]”, explicou.

Fonte: G1

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