Tarifa de ônibus em Campinas sobe para R$ 5,15 a partir de segunda-feira(3)

A Prefeitura de Campinas (SP) anunciou, nesta quinta-feira (30) o reajuste da tarifa de ônibus para R$ 5,15 a partir da próxima segunda-feira (3). Com o aumento, a cidade passa a ter a tarifa mais alta do que todas as capitais brasileiras, exceto Brasília, segundo levantamento de novembro.

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O valor da tarifa em Campinas estava congelado há dois anos e meio e a administração pública diz que o aumento se justifica por conta da inflação e da alta nos preços dos insumos.

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Veja como ficam os novos valores:

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Bilhete Único Comum: passa de R$ 4,55 para R$ 5,15

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Vale Transporte: passa de R$ 4,95 para R$ 5,60

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Bilhete Único Escolar: passa de R$ 1,82 para R$ 2,06

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Bilhete Único Universitário: passa de R$ 2,28 para R$ 2,58

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Segunda integração: passa de R$ 0,40 para R$ 0,45

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Linha Circular/Centro: passa de R$ 3,30 para R$ 3,73

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Para quem comprar os créditos do sistema até esta sexta-feira (31), os valores praticados serão os antigos e eles são válidos por um ano porque o sistema segue a tarifa vigente na data da compra.

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No comunicado divulgado nesta manhã, a Prefeitura afirma que, para minimizar o impacto para os usuários, definiu o reajuste abaixo da inflação acumulada desde o último aumento. O percentual médio foi de 13,16{7706b7634706cd03b6aa13e4f57e2cbcf277143094a38f335c68bb5709af1632}, enquanto a inflação de julho de 2019 a novembro de 2021 foi de 16,52{7706b7634706cd03b6aa13e4f57e2cbcf277143094a38f335c68bb5709af1632}.

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A administração cita, ainda o reajuste salarial e o preço do combustível para justificar o aumento: “Somente o diesel acumula aumento de 69,58{7706b7634706cd03b6aa13e4f57e2cbcf277143094a38f335c68bb5709af1632} no período de junho de 2019 a dezembro de 2022. Os trabalhadores do setor também tiveram aumento de 10{7706b7634706cd03b6aa13e4f57e2cbcf277143094a38f335c68bb5709af1632} em seus salários neste mesmo período – e a mão de obra é outro item com impacto de 40{7706b7634706cd03b6aa13e4f57e2cbcf277143094a38f335c68bb5709af1632} no custo operacional”, diz a nota.

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Mais cara do que capitais

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Levantamento feito pelo g1 em 23 de novembro em todas as capitais brasileiras mostrou que a tarifa mais cara entre elas é a de Brasília, que custa R$ 5,50. Em todas as demais capitais os valores identificados eram mais baratos do que o que será praticado em Campinas a partir de janeiro.

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Veja no ranking abaixo:

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Brasília -5,50

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Porto Alegre -4,80

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Belo Horizonte – 4,50

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Curitiba- 4,50

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Boa Vista – 4,50

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Florianópolis -4,50

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Salvador – 4,40

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São Paulo – 4,40

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Goiânia – 4,30

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Campo Grande – 4,20

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João Pessoa – 4,15

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Cuiabá – 4,10

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Rio de Janeiro – 4,05

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Porto Velho – 4,05

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Vitória – 4,00

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Teresina – 4,00

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Natal – 4,00

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Aracaju -4,00

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Palmas – 3,85

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Manaus – 3,80

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Recife – 3,75

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Macapá – 3,70

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São Luís – 3,70

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Fortaleza – 3,60

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Belém – 3,60

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Rio Branco – 3,50

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Maceió – 3,35

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Licitação travada

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Campinas prevê para o início de 2022 a realização das audiências públicas necessárias para discutir com a população o novo projeto de concessão do transporte público municipal.

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O primeiro passo do processo ocorreu em 22 de novembro, quando a prefeitura realizou uma sessão pública para apresentar as bases do novo edital. Na ocasião, ela abriu prazo de 30 dias para receber, pela internet, manifestações e sugestões da população sobre o transporte.

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Atrasado, o cronograma inicial da concorrência foi divulgado em abril pela Secretaria de Transportes e previa para agosto deste ano a entrega do novo edital. Como as audiências são obrigatórias, a conclusão do documento ficará para 2022.

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Em abril, a administração municipal decidiu estender o contrato com as empresas operadoras do transporte público após ficar sem alternativa imediata para garantir ônibus para a população. À época, entretanto, a Justiça se manifestou contra a prorrogação.

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O contrato atual do transporte tem cláusula resolutiva e será mantido até que a substituição seja finalizada. A ampliação do acordo ocorreu após o governo municipal não conseguir viabilizar um acordo emergencial para troca, enquanto a nova licitação segue inconclusa desde 2019 após ser alvo de contestações na Justiça e Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP).

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A necessidade de atualização já havia sido adiantada pela Secretaria de Transportes em fevereiro, quando a prorrogação do contrato era tratada como descartada.

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Fonte: G1

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