Argentina x Brasil: números mostram equilíbrio nas Eliminatórias, mas leve vantagem para time de Tite

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Duas forças históricas do futebol sul-americano, “as duas mais poderosas do continente”, como diz a propaganda do governo de San Juan, sede desta partida de terça-feira, às 21h30. Aquelas que não podem nunca faltar na lista de favoritos para Copa do Mundo ou no ranking dos melhores jogadores do planeta. Em pontos corridos nas Eliminatórias, não é surpresa para ninguém: Brasil e Argentina estão na ponta da tabela e vão para a disputa de mais um Mundial.

Cada seleção terminou em primeiro nas Eliminatórias neste formato – Argentina em 1998, 2002 e 2014, a primeira e a última sem o Brasil na parada por ser atual campeão e sede, respectivamente, e o Brasil em 2006, 2010, 2018.

Na atual competição, Brasil tem 34 pontos, contra 28 dos argentinos. A classificação brasileira já saiu e a da Argentina é questão de tempo. Um olhar no número dos rivais históricos nas Eliminatórias comprova isso: há equilíbrio de forças entre a equipe de Tite e a do jovem Lionel Scaloni.

Os brasileiros têm leve vantagem em alguns quesitos, mas o conjunto “hermano” mostra força em todos setores do campo. Para quem tem treinador há apenas dois anos e meio – Scaloni assumiu depois do Mundial de 2018 -, o atual campeão da Copa América tem números significativos em indicativos como posse de bola (61%), roubadas de bolas efetivas (65,3%) e nos duelos áereos (57,3%).

A diferença não é grande, mas as estatísticas do time de Tite são superiores – o treinador brasileiro, que fez inúmeras experiências e convocou metade de estreantes ao mesmo tempo em que disparava na tabela, ultrapassou os cinco anos no comando do escrete canarinho.

A equipe brasileira mostra maior eficiência na quantidade de gols (27 a 20) marcados e nas finalizações convertidas em gol (21,8% contra 15,5%). Além, claro, de uma defesa ainda mais segura do que a Argentina – sofreu quatro gols, ante seis do time de Messi e cia.

Neymar é destaque absoluto; Messi tem importantes auxílios

Não é só Messi nem Di María – carrasco brasileiro na final da Copa América e autor de lindo gol contra o Uruguai na última sexta-feira. A Argentina de Scaloni tem coadjuvantes de peso nesta campanha.

Se Neymar é o destaque absoluto brasileiro – e, registre-se, da competição, com um gol a menos do que o artilheiro Marcelo Moreno (8 a 7), a liderança em assistências (8), participações diretas em gols (15), chutes por jogo (4), grandes chances de gols criadas (10 nas Eliminatórias) e de dribles por jogo (6), os argentinos Lautaro Martinez, Lo Celso e De Paul aparecem bem na competição.

Lautaro tem cinco gols nas Eliminatórias, um a menos do que Messi, mas soma três assistências – atrás apenas de Neymar em participações diretas (15 a 8). Tem média de três finalizações por partida.

Lo Celso tem cinco grandes chances criadas por jogo, uma mais do que Messi e De Paul – outro brasileiro no top 10 dos números da Sofascore é Renan Lodi (3), que hoje é reserva de Alex Sandro, mas foi destaque do Brasil no início das Eliminatórias.

Entre os destaques defensivos, o Brasil tem Casemiro na quarta posição em número de roubadas de bola (2,6 por jogo), com o argentino Cristian Romero logo abaixo, com 2,5 por partida. Responsável muitas vezes pela saída de bola do Brasil, Thiago Silva é o jogador com maior percentual de passes certos nas Eliminatórias – 64,9%, seguido por Paredes (64,7%), que ainda é dúvida para a partida, e Casemiro (63%). Marquinhos, Otamendi e De Paul também estão no top 10.

Fonte: GE

Foto: Lucas Figueiredo / CBF


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