Bernardinho alega problemas pessoais e pede demissão da seleção francesa

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Bernardo Rezende não é mais o treinador da seleção francesa masculina. A Federação de vôlei do país comunicou na manhã desta terça-feira o desligamento do treinador, bicampeão olímpico e tricampeão mundial pelo Brasil. De acordo com um comunicado reproduzido no site da entidade, Bernardinho justificou que problemas pessoais o impossibilitaram de permanecer no cargo.

– É uma das decisões mais difíceis e dolorosas de toda a minha carreira. Estou muito triste porque amo esta seleção da França, o grupo, os jogadores, a equipe que construímos. Sou muito grato pela confiança que a federação me deu ao longo do ano. Agradeço novamente ao Presidente pelo apoio e compreensão. Recebi uma recepção incrível de todo o vôlei francês e tenho muita dor e frustração por não chegar ao fim do projeto que começamos a colocar em prática. Mas eu tenho que fazer essa escolha, não há outras escolhas possíveis para minha família, que continua sendo uma prioridade. Disse ao Presidente que estarei sempre disponível para ajudar a federação, os jogadores ou o meu sucessor. Desejo o maior sucesso a este grupo e ao vôlei francês – comunicou o treinador.

Bernardinho, no entanto, seguirá à frente do Sesc-Flamengo. A equipe carioca começa a disputa dos playoffs da Superliga Feminina nesta semana. O time faz o primeiro jogo contra o Osasco, seu maior rival, nesta sexta-feira, às 21h, em São Paulo.
Eric Tanguy, presidente da Federação, lamentou, mas agradeceu o trabalho e empenho efetuado por Bernardinho. O dirigente revelou que anunciará em breve o substituto.

– Tivemos o melhor treinador para cumprir nossos objetivos até os Jogos de Paris 2024 e só posso lamentar essa situação. Mas obviamente compreendo as razões que levaram o Bernardinho a tomar esta difícil decisão e agradeço-lhe por se ter mantido disponível para preparar o resto. Vamos sair desta provação e encontrar a melhor solução para apoiar o projeto em torno da seleção masculina francesa. Os anúncios serão feitos em alguns dias – destacou Tanguy.

Bernardinho foi contratado em abril de 2021 para iniciar um processo de renovação visando aos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris. O técnico brasileiro substituiu Laurent Tillie, que ficou à frente do selecionado por quase uma década, após as Olimpíadas de Tóquio. O primeiro resultado, porém, não foi dos melhores. No Campeonato Europeu, em setembro do ano passado, a equipe francesa caiu para a República Tcheca e foi eliminada nas oitavas de final.

Um dos mais vitoriosos técnicos do país, Bernardinho comandou pela primeira vez uma seleção estrangeira. O treinador chegou ao time masculino do Brasil em 2001, às vésperas da Liga Mundial daquele ano – da qual sairia campeão. Estreou no dia 4 de maio, contra a Noruega, em amistoso disputado em Portugal, como parte da preparação para o torneio.

Em 15 anos, somou mais de 30 conquistas à frente da equipe. Foram dois ouros olímpicos (2004 e 2016), duas pratas (2008 e 2012) e três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), além de oito Ligas Mundiais. Antes, com a seleção feminina, conquistou dois bronzes olímpicos, nos Jogos de Atlanta, em 1996, e de Sydney, em 2000. Foram seis medalhas olímpicas em sequência.

Fonte: GE

Foto: Divulgação/CEV

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