Brasil disputa Olimpíadas de Inverno Pequim 2022 confiante no melhor resultado da história

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De Pequim 2008 o Brasil guarda boas lembranças. Foi naquela edição de Olimpíadas de Verão que o país conquistou o maior feito do atletismo feminino brasileiro até hoje com o ouro de Maurren Maggi no salto em distância. E o que dizer da medalha dourada de Cesar Cielo nos 50 metros livre? Pois novamente na capital chinesa os brasileiros esperam mais uma vez fazer história, só que dessa vez nos Jogos de Inverno, que começam a partir desta sexta (4), quando acontece a cerimônia de abertura de Pequim 2022.

Grande nome desta delegação formada por 11 atletas é Nicole Silveira. Dona de oito medalhas de Copa América e uma série de resultados top 10 em Mundiais de Skeleton durante a temporada, ela chega com boa chance de superar a melhor colocação do Brasil na história das agora nove participações do país nos Jogos desde a estreia na França em Albertville 1992. Para que isso aconteça, Nicole precisa ultrapassar a marca de Isabel Clarck, que em Torino 2006 foi nona colocada no snowboard boardercross.

– Ela fez um top 8 no evento teste na China em outubro, conhece tanto quanto as outras atletas do mundo a pista. Competição é competição. E os Jogos Olímpicos mudam um pouco em relação aos outros circuitos, são quatro e não duas descidas. E aí a experiência conta bastante porque você precisa “performar” quatro vezes sem erros. Nessas horas, os atletas experientes costumam se mostrar superiores – alerta Matheus Figueiredo, presidente da Confederação Brasileira de Gelo (CBDG).
E olhando por esse ponto de experiência e maturidade, apesar dos só 27 anos e da estreia nos Jogos, Matheus Figueiredo permanece confiante no talento da grande estrela do skeleton.

– Ela teve uma evolução grande, aumentou a maturidade e tem potencial para isso. Nicole tem se mostrado bastante estável com resultados bastante robustos. E por isso eu acho que ela tem chance de estar no top 10 e conquistar o melhor resultado do Brasil na história. Jamais um atleta brasileiro chegou aos Jogos com resultados de top 10 sólidos como os dela durante a temporada de preparação – explicou o presidente da Confederação Brasileira.

Chefe de missão do Time Brasil em Pequim 2022, Anders Petterson chama atenção para outra grande conquista do Brasil nos Jogos no que diz respeito ao número de largadas em provas. Grande responsável por essa maior representatividade do Brasil nas disputas é o esqui cross country. São inúmeras as conquistas da modalidade na capital chinesa.

A primeira delas é a participação pela primeira vez de duas atletas mulheres na modalidade. Com a classificação da experiente Jaqueline Mourão e da novata Duda Ribera, o Brasil terá condições de estrear na prova do team sprint, por exemplo. Também pela primeira vez a delegação conta com um homem de índice A. Isso quer dizer em condições de disputar todas as quatro modalidades do esqui cross country.

Responsável pelo feito, o jovem Manex Silva de 19 anos disputará o skiathlon, o sprint freestyle, o distance classic 15km e o mass start 50km. Só pra ter ideia, em 2018 o Brasil teve apenas duas largadas, uma no feminino 10km e outra no masculino 15km, enquanto em 2022 terá ao todo dez.

– A minha expectativa é que os atletas brasileiros superem edições de Jogos Olímpicos anteriores. Nós devemos quebrar nossos recordes pessoais, o número de largadas que o total da delegação brasileira vai fazer. Então a expectativa é a melhor. E espero ainda que a diferença entre os melhores países do mundo continue diminuindo, que é o que tem acontecido a cada ciclo olímpico – explicou Anders Petterson, chefe de missão do Time Brasil em Pequim 2022.

Anders fez questão de destacar também o projeto de longo prazo com os atletas jovens, caso justamente do Manex do esqui cross country. Ele, assim como Michel Macedo do esqui alpino, que já vai para sua segunda Olimpíada aos 23 anos, chegou a participar previamente dos Jogos Olímpicos da Juventude – Michel Macedo, em Lillehammer 2016, e Manex Silva, em Lausanne 2020.

Nesse sentido, é bom apontar também Sabrina Cass, filha de brasileira e pai americano, que se juntou à delegação do Brasil para esse projeto olímpico de Pequim no esqui moguls, que faz parte do programa do esqui estilo livre. Sabrina,, campeã mundial juvenil em 2019 no currículo, já fez sua estreia nesta quinta, um dia antes do início oficial da competição, e ficou feliz com o 21º lugar na classificatória desta quinta no moguls. Sabrina volta a competir no domingo, às 7h (de Brasília), em busca de uma vaga na final.

– Os atletas são muito jovens, tem por volta de 20 anos, ainda não alcançaram a performance máxima, então a tendência é que nos próximos Jogos, na Itália, esses atletas tenham resultados melhores ainda – opinou Anders.

Essa delegação, no entanto, também é formada por experiência, e das grandes. Isso porque três dos 11 atletas que representarão o Brasil na China têm por volta de 40 anos. É o caso da oito vezes atleta olímpica Jaqueline Mourão, 46, e de outros dois atletas da equipe de bobsled.

Primeiro deles é Jefferson Sabino, que fará sua estreia em Jogos Olímpicos de Inverno aos 39 anos. Para quem não se familiarizou com o nome, vale lembrar que Jeffão, como é conhecido entre os colegas de equipe, já foi do salto triplo e chegou a participar justamente das Olimpíadas de Verão de Pequim 2008.

Por último, o destaque vai para o embaixador do bobsled, que vai para sua quinta e provavelmente última participação na modalidade aos 42 anos. Edson Bindilatti tem exatamente o mesmo número de participações que o país no esporte. É difícil falar em bobsled no Brasil e não citá-lo.

– Não podemos deixar de ressaltar a participação do Edson Bindilatti com a quinta participação no bobsled. Só reforça o quão importante é acreditar em projetos de longo prazo. A gente tem uma equipe competitiva, com materiais de alto rendimento e uma equipe de alto rendimento. A gente chegou muito próximo do top 20 em outras edições de Jogos e agora vamos fazer de tudo para entrar nesse pelotão – encerrou o presidente da CBDG.

Fonte: GE

Foto: Divulgação


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