Cadê os gols de falta da Seleção? Tite apresenta teoria antes de rever Coreia, a última vítima

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Quando foi o último gol de falta da seleção brasileira?

A pergunta é recorrente nas narrações dos jogos do Brasil por Galvão Bueno e aparece com frequência nos sites de busca. O tabu hoje é bem menor do que era até 2019, mas já dura mais de dois anos e meio. Nesta quinta-feira, a Seleção revê a Coreia do Sul, última vítima em cobranças de falta, em amistoso que será disputado às 8h (de Brasília), no estádio Copa do Mundo, de Seul.

No dia 11 de novembro de 2019, em Abu Dhabi, Philippe Coutinho bateu bonito para marcar de falta nos 3 a 0 sobre a Coreia do Sul – o goleiro era Jo Hyeonwoo, novamente convocado pelo técnico Paulo Bento, português ex-treinador do Cruzeiro. Ali, se encerrava um período de seca de cobranças diretas da Seleção que durava mais de cinco anos ou 1901 dias.

Desde então, Coutinho mudou de clube, sofreu com lesões, passou por cirurgias e a nem o atual meia do Aston Villa e nem outro jogador da seleção brasileira marcou em cobrança direta.

Foram 23 faltas diretas em 25 partidas – sem nenhum gol de falta marcado. Oito desses em cobranças frontais e mais 15 um pouco mais distante e também mais às laterais do gol adversário.

Há muitos estudos que explicam a escassez de gols de falta – no Campeonato Brasileiro, entre 2011 e 2020, houve queda de 62% em gols de batidas diretas. Também há menor número de faltas no futebol atual, também há evolução de goleiros e diminuição de treinos de jogadores – para evita fadiga muscular. Ou seja, por questões físicas.

Na véspera do reencontro com a Coreia, Tite foi perguntado sobre o que explica o “sumiço” dos gols de falta e disse que o tema “rende churrasco, rende pizza, rende conversa”:

– Tem uma série de aspectos, inclusive o treinamento especifico. Afora isso, vou dizer por alto: quando se coloca um jogador atrás da barreira, o que faz o goleiro? Já tem a tranquilidade, foco e concentração de que não vai ter surpresa. Quando a barreira sobe, ela tem uma elevação e aquela bola que o Zico fazia não tem mais barreira parada, ela salta. Já estou dando dois aspectos que sao fundamentais – comentou o técnico, antes de prosseguir:

– O terceiro (motivo): desenvolveu-se a qualidade técnica dos goleiros de maneira impressionante. Se a bola passar com o cara (da barreira) saltando, ela vai ter menos peso e velocidade, aí o goleiro tem mais chance de chegar nela. O Fábio, goleiro do Cruzeiro, falava o seguinte (para os companheiros de time): salta e deixa essa situação que no meu canto eu não tomo o gol. O Alecsandro comentou isso comigo. Para você ver como os goleiros têm essa capacidade.

Coutinho tem chances de iniciar a partida contra a Coreia do Sul caso Neymar não tenha condições de atuar – o camisa 10 sofreu um pisão no pé direito durante treino e virou dúvida para a partida.

O craque do Paris Saint-Germain, aliás, é outro batedor de faltas da seleção brasileira. Neymar foi autor do penúltimo gol em cobrança direta, no dia 5 de setembro de 2014, em amistoso com a Colômbia, vencido por 1 a 0.

Os colombianos levaram também o antepenúltimo gol de falta brasileiro, na Copa, em cobrança de David Luiz, nas quartas de final (3 a 1).

Foi de Neymar também outro gol marcado de cobrança direta com a camisa amarela na final da Olimpíada de 2016, contra a Alemanha. Porém, a contagem de 72 jogos e mais de 1900 dias de jejum era em relação à seleção principal.

O Brasil entrará em campo contra a Coreia do Sul com jejum de 926 dias sem um gol de falta.

Fonte: GE

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

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