Daniel Alves tenta reviravolta no São Paulo contra mesmo rival de “reinvenção” dentro de campo

As polêmicas declarações de Daniel Alves no último sábado sobre pendências que o São Paulo tem com ele jogaram uma grande responsabilidade sobre o camisa 10. As críticas da torcida e o mal-estar causado na diretoria colocam o lateral-direito com todos os holofotes sobre si.

E o primeiro desafio para Daniel Alves tentar amenizar a sua situação no clube será nesta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), diante do Palmeiras, no Morumbi, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.

O lateral-direito chegou na madrugada da última segunda-feira ao Brasil depois de conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio e, à tarde, treinou normalmente no CT da Barra Funda. Ele deve ser titular no clássico.

O adversário do São Paulo nesta noite traz boas recordações a Daniel Alves, porque foi justamente num jogo contra o Palmeiras que o jogador se reinventou no Tricolor e passou a ser elogiado novamente por parte da torcida.

Logo que foi contratado pelo São Paulo, o técnico Hernán Crespo assumiu a responsabilidade de fazer Daniel Alves render melhor. Na temporada passada, como meio-campista, o camisa 10 não atuou como o esperado e foi alvo de críticas.

Adepto do sistema com três zagueiros, Crespo colocou Daniel Alves como um ala-direito, bem avançado, apoiando o ataque e sem tanta responsabilidade de defender.

No dia 16 de abril, o São Paulo enfrentou o Palmeiras, pelo Paulistão, fora de casa, e Daniel Alves deixou o gramado com as melhores impressões possíveis. Além da assistência para o gol da vitória de Pablo, ele ditou o ritmo do time em campo.

A partir daquele momento, o jogador começou a retomar a visibilidade da seleção brasileira. Por ter retornado à lateral e demonstrado que ainda podia acrescentar ao Brasil, Daniel Alves se tornou o centro das atenções para uma próxima convocação. E ela veio.

Em maio, o técnico Tite convocou o lateral para dois jogos das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Mas novamente o Palmeiras apareceu no seu caminho e, desta vez, frustrou seus planos.

No primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, no Allianz Parque, Daniel Alves sofreu uma entorse no joelho e foi cortado da Seleção. Dias depois, ele seria chamado para fazer parte da seleção brasileira olímpica nas Olimpíadas de Tóquio.

A partir deste momento, as coisas começaram a ficar estremecidas novamente entre os torcedores do São Paulo e o jogador de 38 anos. Por não ser uma data Fifa, a convocação para as Olimpíadas pode ser recusada pelos atletas ou pelos próprios clubes.

Parte da torcida se irritou com o fato de Daniel Alves e o próprio clube não terem cogitado a desconvocação, mesmo às vésperas de jogos decisivos por Libertadores e Copa do Brasil. Com direito a comemoração e entrevista ao canal oficial do Tricolor, o camisa 10 foi servir a Seleção.

Ele retornou com a medalha de ouro, mas também conseguiu trazer na bagagem mais uma polêmica que só complicou a sua situação.

Ao ser questionado sobre a revolta de parte de alguns torcedores são-paulinos que não gostaram da sua ida para os Jogos Olímpicos, Daniel Alves respondeu que o São Paulo havia falhado com ele, uma clara insatisfação pelos mais de R$ 10 milhões que o clube deve ao atleta.

Para apaziguar todo imbróglio criado, Daniel Alves tem esta terça-feira como pontapé inicial para seguir em paz no clube que escolheu para jogar em seu retorno ao Brasil.

Fonte: GE


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