Djokovic supera Nadal em duelo épico e está na final de Roland Garros

Novak Djokovic segue fazendo história. De forma fantástica, o sérvio número um do mundo venceu de virada o espanhol #3 Rafael Nadal, 13 vezes campeão e maior nome da história do torneio, por 3 sets a 1, parciais de 3/6, 6/3, 7/6 (4) e 6/2, em 4h11 de uma batalha emocionante do início ao fim, e se classificou para a final de Roland Garros.

Com a vitória obtida, Nole impediu que Nadal ultrapassasse Federer como maior ganhador de Grand Slams já em Paris. Além disso, ele segue firme no objetivo de superar o espanhol e o suíço no número de Majors conquistados. Com 18 troféus até aqui, o sérvio pode voltar a ficar a apenas uma conquista de igualar os outros dois componentes do “Big 3”, em caso de título em Roland Garros.

Essa foi apenas a terceira derrota de Nadal no saibro francês, a segunda para o sérvio – a outra foi para o sueco Robin Soderling. Para se ter noção do tamanho do feito, o espanhol possui 105 vitórias no torneio. Além disso, Djokovic volta a abrir vantagem no confronto direto – agora são 30 triunfos contra 28 do “Toro Miúra”.

O jogo

O início da partida já mostrou o que viria pela frente. Os dois primeiros games duraram 16 minutos somados, com ambos os tenistas tendo break points. Se defendendo e vencendo um ponto incrível, Nadal conseguiu aproveitar e abriu 3/0. Djokovic, por sua vez, passou a errar demais e viu a vantagem do espanhol aumentar para 5/0.

O sérvio até esboçou uma reação ao vencer três games seguidos, e ainda pressionou o “Toro Miúra”, que sentiu a pressão sacando para a parcial e encontrou dificuldades, mas não foi o bastante. Em seu sétimo set point, Nadal fechou em 6/3 e largou na frente.

No segundo set, o panorama mudou. Djokovic passou a entrar mais na quadra e anular as bolas altas do espanhol, que já não faziam o mesmo efeito. Com isso, Nadal passou a forçar mais o jogo e cometer erros bobos, perdendo a intensidade da parcial anterior. Os dois tenistas sofreram muito nos games de saque e demonstraram nervosismo.

No fim, o sérvio número um do mundo soube resistir mais aos momentos em que foi pressionado e colheu os frutos. O espanhol, que disparou apenas a metade do número de winners obtido no set anterior, desperdiçou cinco oportunidades de quebra e viu Nole, cada vez mais consistente, se sustentar do início ao fim para devolver o 6/3 e empatar o duelo.

Seguindo a mesma estratégia que virou a partida a seu favor, Djokovic seguiu angulando muito bem seu forehand e mexendo a bola nos rallys, enquanto Nadal foi perdendo confiança e cometendo mais erros por conta da firmeza do sérvio. No terceiro set, os dois voltaram a trocar quebras de saque e colecionaram momentos de tensão e muita emoção, com grande participação do público presente.

Assim como anteriormente, Djokovic foi mais sólido e melhor nos pontos importantes em grande parte da parcial, mas Nadal seguiu lutando e buscando a reação após ficar atrás duas vezes, até que no 10º game, quando o sérvio sacava em 5/4, o “Toro Miúra” enfim devolveu a quebra e virou para 6/5.

Salvando set point com direito a uma curta fantástica, Nole confirmou o serviço e levou a decisão para o tie-break, onde a decisão foi no detalhe. Depois de uma mini quebra para cada lado, o espanhol cometeu um erro bobo de voleio, que fez com que Djokovic ficasse na frente novamente. Dessa vez, o sérvio não bobeou e fechou em 7/6 (7-4).

Para se ter dimensão do tamanho da importância do jogo, as autoridades francesas permitiram que o público pudesse permanecer na Philippe Chatrier até o final do embate, apesar do toque de recolher em vigor em Paris a partir das 23h (18h de Brasília). Tal fato foi comemorado de pé pelos torcedores presentes, que continuaram apoiando e cantando o nome dos dois tenistas.

O quarto set teve um início que indicava que Nadal talvez pudesse se reerguer e voltar para o jogo, mas Djokovic voltou a dominar as ações e não teve muitos problemas. Depois de sair perdendo por 2/0, o sérvio venceu seis games consecutivos e decretou o triunfo histórico por 6/2 sobre o “Rei do Saibro”.

O número um do mundo vai encarar na grande decisão de Roland Garros o grego #5 Stefanos Tsitsipas, que bateu o alemão #6 Alexander Zverev por 3 sets a 2, parciais de 6/3, 6/3, 4/6, 4/6 e 6/3, em uma batalha de 3h37. A finalíssima acontece no próximo domingo (13).

Fonte: GE


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