Enquanto busca nova cara para o Mundial de Clubes, Fifa mantém torneio no atual formato

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O Mundial de Clubes da Fifa vai mudar. Quando? Não se sabe. Como? Também não. A única certeza é: enquanto não se chega a uma decisão sobre novo formato, periodicidade e quantidade de clubes envolvidos, o atual modelo continuará sendo disputado anualmente.

– Com exceção da Europa, o Mundial de Clubes é algo importante para o mundo inteiro. Continuamos em busca de um formato que seja mais inclusivo e mais atrativo, que ajude no desenvolvimento do futebol no mundo inteiro – declarou nesta quinta-feira o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao ser questionado pelo ge sobre o tema.

Na véspera do sorteio da Copa do Mundo, a Fifa realizou nesta quinta-feira em Doha o seu Congresso Anual – quando as 211 associações nacionais se reúnem para decidir os temas mais importantes do futebol mundial. A última vez que o Congresso havia se reunido de maneira presencial foi em junho de 2019, em Paris, quando Gianni Infantino foi reeleito.

Nesses quase três anos – principalmente por causa da pandemia – a reforma do Mundial de Clubes, que era uma prioridade da Fifa, ficou estagnada. Em 2019, grande parte dos esforços de Infantino estavam concentrados em viabilizar um novo Mundial de Clubes, que seria realizado a cada quatro anos, com a presença de 24 clubes. A Fifa chegou anunciar data e local da estreia: China, em junho de 2021.

A pandemia de Covid-19, decretada em março de 2020, gerou um enorme efeito dominó no calendário, cujas consequências ainda não terminaram de ser sentidas. Os principais torneios continentais de seleções (Copa América, Euro), que ocorreriam em junho de 2020 foram empurradas para o ano seguinte – o que varreu de vez o novo Mundial do Calendário do mapa, já que 2022 é ano de Copa do Mundo e não há espaço para outro evento tão grande como o planejado inicialmente.

A solução foi organizar duas edições “emergenciais” no velho formato, com sete clubes, em poucos dias, em fevereiro de 2021 e fevereiro de 2022 – mas relativos aos anos 2020 e 2021. De prioridade três anos atrás, o assunto nem sequer constou da agenda oficial do Congresso desta semana no Catar.

Além da pandemia, o projeto de um “super mundial de clubes” enfrentou resistência da Uefa e da Conmebol, as duas principais confederações continentais – que agora voltam a falar na volta numa possível volta da Intercontinental, partida que reunia os campeões da Libertadores e da Champions.

Reeleição à vista

O Congresso da Fifa de 2022 também marcou o início do período eleitoral na entidade. Para se candidatar à presidência da Fifa é preciso ter “desempenhado um papel ativo no futebol” – como jogador ou como dirigente – por pelo menos dois anos nos últimos cinco anos, e deve ter o apoio formal de cinco associações nacionais de futebol.

O atual mandato de Gianni Infantino vai até 2023 e, por enquanto, nada indica que ele terá adversários. Nesta quinta-feira ele se declarou candidato à reeleição. Desde que assumiu a Fifa em 2016, Infantino ampliou o tamanho da Copa do Mundo, que passou de 32 seleções para 48. Mas não conseguiu, apesar de ter tentado ao longo do ano passado, mudar sua periodicidade para uma vez a cada dois anos.

Fonte: GE

Foto: Getty Images

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