F1 vê potencial para calendário com 30 corridas e quer GP na África

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A Fórmula 1 iniciou 2022 com objetivo de promover seu maior calendário da história, com 23 etapas – dependendo apenas da substituição do GP da Rússia, cancelado devido à guerra na Ucrânia. Mas segundo o presidente da categoria, Stefano Domenicali, esse número pode aumentar e chegar a 30 GPs por ano. Entre as prioridades, estão uma terceira prova nos Estados Unidos e o retorno à África.

– É possível chegar às 24 corridas. Eu diria que podemos chegar a 30, baseado no interesse que vemos no mundo! Há potencial para estarmos na África em breve, há muito interesse lá e com certeza esse é um lugar que está faltando nosso calendário. E não é só Las Vegas, há outras cidades interessadas na Fórmula 1 – revelou Domenicali.

No continente africano, a África do Sul foi a casa da F1 entre as décadas de 1960 e 1990. Receberam a categoria o Autódromo Prince George, entre 1960 e 1966, e o Circuito de Kyalami, palco do GP da África do Sul entre os anos de 1967 e 1985, e novamente em 1992 e 1993 após reformas. Hoje, a Fórmula 1 está presente somente nas Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania.

Os Estados Unidos, por sua vez, cativam a direção da F1 cada vez mais. O GP dos EUA do ano passado, na cidade texana de Austin, teve o maior público da história da categoria – com 400 mil pessoas ao longo de todo o fim de semana.

Em 2022, o país receberá uma segunda prova, o GP de Miami (em 8 de maio). E a boa recepção, bem como o aumento do público, fizeram aumentar nos últimos dias os rumores sobre uma corrida em Las Vegas. No entanto, o CEO da F1 alerta que essas escolhas devem ser feitas com cautela:

– Mas precisamos ser equilibrados e ver quais são as outras oportunidades. Muito em breve vamos dizer a todos qual é a nossa estratégia para desenvolver esse mercado. Cabe a nós encontrar o equilíbrio, considerando quais são os locais que gostariam de estar na F1 e os valores históricos que precisamos ter no calendário.

Possíveis despedidas

Domenicali revelou, ainda, que algumas das sedes de GPs do atual calendário podem se despedir muito em breve da categoria. No entanto, ele não revelou quais:

– Existem alguns promotores que têm contratos expirando, e provavelmente alguns dos GPs atuais não farão mais parte do calendário.

Nos últimos meses, algumas das atuais sedes da F1 renovaram seus contratos com a categoria. É o caso deMonza, palco do GP da Itália e que permanece até 2024, e Imola, que recebe o GP da Emilia-Romagna e o fará até 2025. Também permanecerão por um bom tempo: o GP dos EUA, em Austin (2026); o GP de Singapura, em Marina Bay (2028); Abu Dhabi, em Yas Marina (2030) e o GP da Espanha, em Barcelona (2026).

Sem novas equipes

Outro rumor na F1 trata da entrada de novas equipes, protagonizado pela Andretti, time de propriedade do ex-piloto Michael Andretti. Domenicali, porém, alertou que a abertura da categoria para novas marcas não é, neste momento, uma prioridade.

– Michael Andretti é talvez o mais vocal, só que temos mais de quatro ou cinco pedidos de considerar uma equipe extra na Fórmula 1. Mas tenho que ser honesto: a competição hoje, com dez equipes, é muito sólida. Há complexidades que precisam ser consideradas. Ano passado, com dois pilotos e duas equipes na briga, o interesse era altíssimo. Então não acho que esse seja o elemento mais importante para o crescimento da F1 – explicou.

Fonte: GE

Foto: Peter Hassal

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