Guardiola recusa rótulo de técnico revolucionário na Inglaterra: “Eu não inventei nada”

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Em mais uma tentativa de conquistar a Liga dos Campeões com o Manchester City, Pep Guardiola concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira, véspera do confronto contra o Atlético de Madrid, pelas quartas de final. E, além dos aspectos do desafio contra os espanhóis, o treinador também foi questionado sobre o fato de ser considerado revolucionário no futebol inglês – e recusou tal rótulo.

Guardiola negou que tenha importância acima dos jogadores, embora se considere um bom treinador. Ele destacou que “não cobra pênaltis ou faz defesas”, e que o esporte é dos atletas, enquanto ele está ali apenas para “dar uma mão”.

Eu não inventei o futebol. O que fazemos, outros já faziam antes. O que fiz no Barcelona e o que tentei no Bayern já faziam Johan Cruyff e Charlie Reixach na minha época.”
— Pep Guardiola, técnico do Manchester City
– Não inventei nada, tento me adaptar aos jogadores. Gosto da forma em que quero que meus times joguem e também sou um espectador. Gosto de ver isso refletido em meus times, mas depende dos resultados. Sou um visionário quando ganho, e quando perco dizem “Como esse cara se acha”. Vejo meus jogadores, vejo os adversários, analiso e digo “vamos desta maneira porque como defendem ou atacam temos mais chances de ganhar”. Às vezes acontece, às vezes não – afirmou Guardiola.
Pep apontou que não vê o duelo desta terça-feira como um confronto entre futebol-arte e um estilo mais defensivo, se irritando com a pergunta de um jornalista sobre esse tema e falando de “um debate estúpido”. Na opinião do treinador, cada equipe tem sua forma de buscar a vitória, e que o conceito de certo ou errado varia de acordo com o resultado.

Guardiola fez questão, ainda, de dizer que, na sua opinião, “há um conceito incorreto de como o Atlético joga, pois são mais ofensivos do que as pessoas pensam”.

– O Atlético não se fecha. Podem se fechar, mas a princípio eles não fazem. Vêm buscar cada bola no goleiro, apertam. Se você sair bem, então sim, eles se colocam atrás, os atacantes se juntam com os meias e ali esperam. E são velozes com as transições com Lodi e Lorente, João, Griezman, De Paul. Não arriscam na saída de bola, mas têm muita qualidade na frente. Não se fecham, e se podem, vão apertar – opinou.

Fonte: GE

Foto: Getty Images

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