Hamilton também usará capacete com bandeira LGBTQIA+ na Arábia Saudita

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Lewis Hamilton surgiu no Catar neste fim de semana com um capacete que carrega a bandeira LGBTQIA+ em forma de protesto, já que o país criminaliza a homossexualidade. E o britânico, que venceu a corrida no Circuito de Losail neste domingo, pretende usar o modelo também no GP da Arábia Saudita e possivelmente em Abu Dhabi, etapas restantes do campeonato da Fórmula 1.

– Usarei o mesmo capacete nas duas últimas corridas depois dessa, ou pelo menos na próxima semana. No verso está escrito, “Permanecemos juntos” e “Amor é amor”, e é importante para mim representar essa comunidade aqui, pois sei que existem várias situações que não são perfeitas e precisam ser destacadas – disse.

O modelo foi feito pelo brasileiro Raí Caldato, que já trabalha há anos com o heptacampeão. O casco traz a variação da bandeira do arco-íris proposta por Daniel Quasar, artista não-binário que ressalta a representatividade de pessoas trans, negras e racializadas no movimento LGBTQIA+.

Em vez da tradicional frase antirracista “Still We Rise” (Ainda nos Erguemos), inspirada na poetisa negra Maya Angelou, Hamilton optou por estampar no capacete a frase “We Stand Together” ou “Permanecemos juntos”, na tradução. O design carrega ainda, nas laterais, o dito “Love is Love” (Amor é amor, na tradução).

Hamilton tem utilizado a plataforma da Fórmula 1 para chamar atenção ao antirracismo e ao direito das mulheres e da comunidade LGBTQIA+. Além de fundar a organização Mission 44 e projetos de inclusão racial no automobilismo, o piloto da Mercedes protestou no GP da Hungria deste ano ao lado do tetracampeão Sebastian Vettel contra uma lei do país considerada homofóbica.

O Catar, que tem contrato com a F1 com duração de 10 anos a partir de 2023, é classificado como “extremamente problemático” pela Anistia Internacional em relação à situação dos direitos humanos. Sede da Copa do Mundo de 2022, o país é alvo de denúncias de trabalho escravo na construção dos estádios, e acusado de leis que limitam os direitos das mulheres.

Lá, assim como na Arábia Saudita – que receberá a F1 pela primeira vez em 5 de dezembro -, a homossexualidade é crime. O governo saudita é acusado de executar opositores e por medidas restritivas às mulheres; no fim de 2019, a agência estatal de segurança do país classificou o feminismo, a homossexualidade e o ateísmo como atos de extremismo “inaceitáveis”.

Hamilton reforçou, ainda, seu interesse em saber mais sobre a vivência e os movimentos em defesa da comunidade LGBTQIA+ no Oriente Médio:

– Não soube de nenhum comentário negativo sobre o capacete. Mas espero que alguém entre em contato comigo, eu adoraria saber o que está acontecendo aqui e o que eles estão fazendo para ajudar a comunidade LGBTQIA+.

A F1 chegou a responder sobre críticas aos negócios firmados com países acusados de violar direitos humanos, afirmando que o esporte pode levar valores positivos para os locais que visita. Hamilton, em coletiva no Catar, reforçou sua visão sobre o dever do esporte nesse tipo de situação.

– À medida que esses esportes vão para esses lugares, eles têm o dever de aumentar a conscientização para essas questões. Esses lugares precisam de escrutínio, um exame minucioso, e é preciso que a mídia fale sobre essas coisas. Direitos iguais é um assunto sério – defendeu o heptacampeão.

Com o triunfo, o piloto da Mercedes soma 343,5 pontos contra 351,5 de Max Verstappen, reduzindo a desvantagem sobre o rival na vice-liderança do campeonato de pilotos de 14 para oito pontos. A 21ª e penúltima etapa da F1 será o estreante GP da Arábia Saudita, no Circuito de Jeddah em 5 de dezembro.

Fonte: GE

Foto: Mario Renzi – Formula 1/Formula 1 via Getty Images


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