Maicon, do Santos, alerta para contra-ataque do Palmeiras: “Concentração vai fazer diferença”

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Após desfalcar o Santos na partida contra o Banfield, pela Copa Sul-Americana, o zagueiro Maicon deve ser titular no clássico contra o Palmeiras, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Os times se enfrentam às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro.

O defensor pede para que o Peixe fique atento ao contra-ataque do Palmeiras que, na visão dele, é um dos pontos mais fortes do rival. Ele ainda deu atenção especial ao atacante Rony e pediu para que o elenco entre concentrado no clássico.

– O Palmeiras tem um ataque bastante leve, rápido. Um time que joga muito no contra-ataque. Temos que estar cientes disso e tentar eliminar espaços para que eles não possam sair no contra-ataque. Sabemos que tem o Rony na frente, que é um jogador que tem bastante intensidade – analisou.

– Se conseguirmos eliminá-lo, pode nos facilitar. Acredito que a concentração vai fazer diferença. A maneira como você entra nos jogos, principalmente nos clássicos, a concentração dita o resultado. Se você tiver uma equipe muito concentrada, tem tudo para sair vitorioso – completou.

O zagueiro também comentou sobre o jejum de vitórias santistas no clássico. O Peixe não ganha do Palmeiras desde o Brasileirão de 2019. De lá para cá, são oito partidas, com seis vitórias do rival e dois empates. Apesar de considerar que não há favorito, ele ressaltou que o Santos tem todas as condições de conseguir os três pontos na Vila Belmiro.

– Vamos dar o nosso melhor como tem dado em todos jogos e fazer o possível para sair com a vitória. Jogo é difícil, é um clássico. Digo que clássico foi feito para ganhar. O Santos tem totais condições de ganhar. Está jogando em casa. Não digo que é favorito porque clássico não tem favorito. Temos que tentar eliminar nossos erros para não dar chance ao Palmeiras, que tem uma grande equipe, tem qualidade.

– O Santos faz bom campeonato dentro de casa e tem tudo para dar continuidade. O clássico tem um sabor especial. Quando se fala em jejum é difícil. Ninguém quer ficar tantos jogos sem ganhar um clássico. Mas domingo é outro jogo, outra atmosfera. Tenho certeza que o Santos tem tudo para sair com o resultado positivo.

Confira outros trechos da entrevista coletiva do zagueiro Maicon:

Entrosamento com Eduardo Bauermann

– Não só com o Bauermann. Kaiky jogou muito bem, Velázquez, Luiz Felipe. O Santos tem zagueiros de altíssima qualidade. A gente corrigiu déficits no setor defensivo que poderiam nos prejudicar em jogos anteriores. O time está mais entrosado do que começou, faz parte do processo. Futebol é processo, não pode dar passo maior do que a perna. Acredito que contribui de alguma maneira para o crescimento deles. Mas, os jogadores estão no Santos porque têm qualidade.

– Quando você tem qualidade consegue chegar em qualquer nível, mas manter é difícil. Temos uma equipe regular, principalmente defensivamente. Temos um time que cria bastante oportunidades na frente. Se tiver consistente atrás, facilita o trabalho na frente. Nosso método de trabalho é não tomar gol para que possa fazer lá na frente.

Evolução do time

– A equipe está crescendo, evoluindo bastante. Nos últimos jogos evoluiu, principalmente, na parte física. Hoje no futebol nos ajuda bastante. No começo da temporada teve muitos casos de jogadores que pegaram Covid, acabou atrapalhando um pouco a pré-temporada. Cheguei um pouco depois. Porém, a intensidade mudou, o ritmo mudou para estarmos mais fortes e competitivos para fazer bons jogos.

Período maior de preparação

– Esse espaço de preparação, principalmente nesta semana, sabemos que é difícil. No Brasil é difícil você ter uma qualidade de jogos, ter espaço entre partidas, como temos na Europa. No Brasil é quarta e domingo. Não temos tempo de descanso. Fui poupado algumas vezes porque fadiguei. É normal, como todos os atletas. Tive uma pequena lesão, tentei recuperar e fui fadigando. Tivemos uma semana com bastante espaço.

– Você entrar bem para um clássico bem fisicamente e mentalmente, com tempo de trabalho para exercer a sua melhor função, não tem coisa melhor. No Brasil é correria grande, muitas vezes não temos tempo para nos preparar melhor para enfrentar o adversário. Chegamos de viagem e no dia seguinte estamos concentrados. Tivemos tempo para preparar, para estudar o adversário. Temos tudo para fazer um grande jogo tanto fisicamente quanto mentalmente.

Rodízio de Fabián Bustos

– Faz parte (o rodízio). Um campeonato não se ganha com 11 jogadores. Temos que estar com o elenco preparado para que, a qualquer momento, você seja utilizado. Temos exemplos das últimas partidas como Rwan Seco, que foi fundamental e que nos ajudou para a classificação na Copa Sul-Americana. Fez um gol importante e não era utilizado há seis jogos. Você pega um (Lucas) Barbosa, que também fez um gol importante, nos ajudou na classificação. Um Bruno (Oliveira), que não vinha sendo convocado, entrou e foi bem. Todos jogadores do Santos estão comprometidos e preparados. Nosso treinador dá bastante liberdade para conversar e ajustar algumas coisas que faltam.

– Somos seres humanos e erramos. Fazemos a coisa da melhor maneira possível para que nosso trabalho seja da maneira que a gente quer para chegar no resultado final. O treinador é muito querido, bastante aberto para conversas. Foi jogador, sabe como funciona a cabeça do atleta, tem nos ajudado. Isso faz com que os jogadores estejam comprometidos, focados. A gente não ganha o jogo com 11 jogadores, mas com o grupo inteiro. Temos visto os que estão entrando estão de parabéns, bastante comprometidos. Podem ter muitas novidades pela frente porque o Santos tem muita molecada boa.

Fonte: GE

Foto: Bruno Santoni/Santos FC

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