Novo capitão, João Paulo comemora alívio no Santos e avisa: “Não podemos nos acomodar”

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São cinco pontos de diferença para a zona do rebaixamento, e o Santos, enfim, pode voltar a respirar no Campeonato Brasileiro. A distância aberta para a região mais indesejada da tabela, no entanto, não ameniza o clima de concentração dentro do elenco, como destacou o goleiro e recentemente capitão do time João Paulo.

Em entrevista exclusiva ao ge, o jogador santista não escondeu o incômodo com a situação enfrentada nas últimas semanas e vislumbra uma nova realidade para o Santos no Brasileiro, a começar pelo clássico de domingo, às 16h (de Brasília), contra o Palmeiras, na Vila Belmiro.

Com a “gordura” adquirida, o Santos deve mirar a parte de cima da tabela, principalmente uma vaga nas competições continentais. A Sul-Americana surge como objetivo primário, enquanto a Libertadores é um sonho nesta reta final de Brasileirão.

— Tivemos uma reunião com o presidente e falamos que, quando vim para o Santos, não imaginava viver um momento desse. O Santos é um time gigante, de tradição, e não pode brigar para não ser rebaixado. Sabíamos que era um momento de dificuldade e tínhamos total confiança, mas sabíamos que com trabalho iríamos sair dessa situação — afirmou o goleiro santista.

— Conseguimos distância, mas não podemos nos acomodar. Sabemos que o campeonato é traiçoeiro, e qualquer bobeira já estaremos brigando ali embaixo novamente — declarou João Paulo, um dos destaques do time em toda a temporada de 2021.

O goleiro é presença certa no time que enfrenta o Palmeiras no fim de semana e busca a terceira vitória consecutiva na temporada. O Santos, com 35 pontos, ocupa a 15ª posição na tabela.

Confira mais respostas de João Paulo:

Sequência de vitórias
— Dá tranquilidade. Vínhamos fazendo bons jogos, mas o resultado não acontecia, e isso trazia um pouco de pressão. Conseguimos duas vitórias muito importantes.

Ano de 2021
— Vivemos altos e baixos: final da Libertadores e agora beirando a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Creio que isso vai dando uma bagagem para todos os atletas do nosso elenco. Aqui todo mundo é importante. Quando um não está bem, o outro está lá para ajudar.

Fase no gol santista
— Isso é fruto do trabalho. Eu vinha fazendo alguns bons jogos, mas o resultado acabava não favorecendo e isso não ficava tanto em evidência. No último jogo, saímos vitoriosos e creio que o pessoal olhou mais para o meu trabalho. Sigo bem tranquilo, pois sei da importância que tenho para o grupo. Sou apenas mais um.

Por que o trabalho não estava dando certo?
— Difícil responder a essa pergunta. Se tivéssemos a resposta, teríamos feito jogos melhores há um bom tempo. Aqui no nosso grupo, a torcida fala muito que tem “panelinha” quando as coisas não estão indo bem. É fácil apontar o dedo e falar que há culpados e erros, mas nosso grupo sempre foi muito unido, sempre nos doamos muito um pelo outro. Difícil responder os motivos para as coisas não darem certo. A chave é na virada, e as coisas estão acontecendo naturalmente.

— Quando vimos que não poderíamos mais errar, que não tínhamos margem para erros, nos unimos e traçamos um objetivo. Todo mundo tem se doado ao máximo, se entregando, para conquistar nosso objetivo que é a permanência. Se Deus nos abençoar, se tivermos chances de Libertadores ou Sul-Americana, beleza. O campeonato está muito apertado e vai se afunilando mais. São nove decisões.

Tratamento da mãe
— Ela vem se recuperando bem. Fez todas as sessões de quimioterapia e está só esperando dar o tempo para fazer a cirurgia. Mas, graças a Deus, está tudo correndo bem.

Como manter o foco diante dessa situação?
— Tenho pessoas ao meu redor em quem sempre me apoio e recebo conselhos. Só tenho que agradecer a cada um: minha noiva, familiares, amigos, colegas de trabalho e a todos no Santos, que desde o primeiro momento estiveram do meu lado para me apoiar.

Capitão João Paulo
— Já havia sido capitão no decorrer dos jogos, quando capitães eram substituídos. De começar o jogo, foi a primeira vez contra o Athletico-PR. É uma responsabilidade muito grande, pois grandes jogadores já vestiram a faixa, grandes ídolos. Passa um filme na cabeça por tudo que passei aqui no Santos, na base. É mais um sonho realizado, e confesso que não esperava. O professor Carille me falou no dia e fiquei muito feliz pela confiança.

— Usar a braçadeira é sinônimo de confiança. Poder usar a faixa, poder representar meus companheiros naquela partida, é sinônimo de confiança. Foi um grande jogo, uma grande vitória, e pude fazer uma grande partida.

Importância do clássico
— Jogo decisivo. É um clássico e temos que tratar como uma final. O campeonato está embolado, estamos cinco pontos da zona do rebaixamento, mas, se a gente empata ou perde o clássico, e os outros times ganham, a diferença pode cair para até dois pontos. Temos que encarar como uma final e contar com o apoio da torcida para nos distanciarmos ainda mais da zona do rebaixamento.

Casa cheia
— Objetivo é manter o Santos na Série A, com a torcida como ponto de apoio. Às vezes quando o jogador não está bem, você vê a torcida e dá um ânimo a mais. Será a primeira vez que jogarei com a Vila 100% cheia. Quando somos crianças, sonhamos com esses momentos, como jogar um clássico, um jogo decisivo, com estádio lotado, com a torcida gritando o nome e empurrando.

Papel da torcida na reação
— Se a torcida não tivesse abraçado a gente, talvez a gente não estaria na situação atual e saído da zona de rebaixamento. Temos que agradecer ao apoio de cada torcedor que apareceu no CT e no estádio para nos incentivar. É um motivo a mais para dar o nosso melhor.https://72079c0759464e417b80bdc1645b61a0.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Superstição com uniforme 3
— Vai de cada um, eu não sou apegado. Temos que jogar com o que está disponível. No último jogo, jogamos de branco e saímos vitoriosos. É de cada um.

Fonte: GE

Foto: Fernando Moreno/AGIF


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