Polícia Civil ainda não tem suspeitos de ataque a ônibus do Bahia; Danilo segue em hospital

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A Polícia Civil ainda não identificou os primeiros suspeitos de terem participado do ataque ao ônibus do Bahia, na noite de quinta-feira. Em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira, Francineide Moura, delegada titular da 6ª Delegacia Territorial (DT) de Brotas, contou que a investigação prossegue e provas estão sendo coletadas.

– Não tenho novidade nesse sentido. Temos informações sobre dois veículos, que ainda não foram identificados, mas nenhum avanço em relação a isso. Estamos no início da investigação. Temos lesões corporais graves aí. Estamos no início da investigação – disse.

A delegada contou que equipes da Polícia Civil estão na região onde o ataque ocorreu e que toda e qualquer testemunha será ouvida para ajudar no esclarecimento do caso.

– Nós estamos com equipe nesse momento no local. Floricultura, posto de gasolina, prédios, vamos em busca de imagens que possam ajudar a entender isso. Ainda estamos em fase inicial dessa investigação. Tenho que ouvir todo mundo, as pessoas dentro do veículo e que acompanharam tudo no local. Pessoas que estavam passando. Todos – assegurou.

O veículo tricolor foi atingido por artefatos explosivos quando se dirigia à Arena Fonte Nova para o jogo contra o Sampaio Corrêa. O goleiro Danilo Fernandes foi ferido no rosto e levado a um hospital de Salvador, onde segue em observação e vai passar por exames oftalmológicos.

Questionada sobre os explosivos usados na ação, Francineide Moura afirmou que aguarda retorno do perito do caso.

– Soube que foi um explosivo, mas ainda preciso falar com o perito. Até agora, a informação é de um explosivo que atravessou o veículo. Eu cheguei, tomei conhecimento do fato e até agora não tive mais respostas. A informação é de que foi arremessado um explosivo. Não sei sobre pedra, ou outras coisas. Não sei sabe se a bomba era caseira ou o que era exatamente – declarou.

No ataque, o carro de uma mulher também foi atingido. A motorista também vai prestar depoimento.

– Até então, foi feita a perícia e solicitamos busca de imagens. A dona do carro atingido chegou na delegacia para ser ouvida e Danilo segue no hospital. O outro veículo está no pátio da delegacia e vai ser periciado também. Conversei rapidamente com ela, e ela não sabe exatamente o que aconteceu – disse Moura.

O ataque

De acordo com o Tenente Coronel Elbert Vinhático, do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE), dois veículos emboscaram o ônibus com os jogadores do Bahia na Avenida Bonocô. Os suspeitos arremessaram artefatos explosivos e rojões na direção do veículo.

– É um procedimento padrão fazer essa escolta dos atletas. Sempre da saída do hotel até o estádio. Bem como o retorno. O fato ocorreu um pouco antes da Estação Brotas. As pessoas estavam do lado contrário à via. Permaneceram ali até a passagem do ônibus. Arremessaram artefatos explosivos e rojões na direção do ônibus – contou.

Ainda de acordo com o tenente-coronel Elbert Vinhático, não foi possível perseguir os suspeitos no momento porque a equipe priorizou acompanhar o ônibus do Bahia para garantir a segurança dos jogadores em caso de um novo ataque.

– No momento não foi possível perseguir porque poderia acontecer um novo ataque. Acompanhamos o ônibus até a Arena Fonte Nova, depois voltamos para fazer buscas. Não poderíamos deixar de acompanhar o ônibus para tentar identificar as pessoas – explicou.

Feridos

O goleiro Danilo Fernandes foi atingido no rosto, perto do olho e levado por uma ambulância a um hospital. Ele passou a noite no local, e até a manhã desta sexta-feira, seguia internado. O estado de saúde dele é estável. Nas redes sociais, o goleiro disse que estava bem.

Além de Danilo, o lateral-esquerdo Matheus Bahia também ficou ferido e não participou do jogo contra o Sampaio Corrêa.

– Matheus também foi atingido por estilhaços, pedaços de vidro pegaram no tórax e membro superior. E poucas coisas da face. Mas, por apresentar uma irritação ocular, a gente achou por bem, junto com a comissão, afastá-lo do jogo – explicou o médico do Bahia, Rafael Garcia.

Crise no Bahia

O ataque ao ônibus do Bahia acontece em meio à pressão sobre a gestão tricolor após rebaixamento do time para a Série B em 2021. No início de janeiro, integrantes de uma torcida organizada protestaram em frente à residência do presidente Guilherme Bellintani.

Os primeiros jogos do Bahia em 2022 também não ajudaram a aliviar a pressão. O time venceu somente um dos últimos seis jogos que disputou e está fora da zona de classificação para a segunda fase do Campeonato Baiano. Na Copa do Nordeste, o Tricolor está na 4ª colocação do Grupo B.

Fonte: GE

Foto: GE

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