Presidente da LaLiga apresenta proposta de modelo de gestão da liga brasileira

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Dirigentes de clubes das Série A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram nesta terça-feira, em São Paulo, com o presidente da LaLiga (Liga Espanhola de Futebol), Javier Tebas, e representantes das empresas XP Investimentos e Alvarez & Marsal. De acordo com a assessoria de imprensa do evento, apenas o Palmeiras não compareceu entre os grandes clubes.

O dirigente espanhol mostrou aos clubes uma proposta de organização e administração da liga que poderá ser criada no Brasil. Havia a expectativa da apresentação de um investidor para comprar 25% da liga nacional, mas isso não aconteceu.

Em sua apresentação, Tebas detalhou como é o modelo de divisão das receitas com direitos de transmissão na Espanha e na Inglaterra e apresentou uma sugestão para a futura liga brasileira. Segundo ele, o ideal seria distribuir o dinheiro da seguinte forma entre os clubes:

  • 50% igualitariamente;
  • 25% de acordo com a performance;
  • 25% de acordo com exposição e audiência (incluindo ocupação de estádios).

A sugestão é para que as receitas com os direitos internacionais de transmissão também sejam divididas de forma igual entre os clubes.

Segundo Tebas, um dos principais desafios é criar um modelo para que o valor mínimo distribuído igualitariamente seja pelo menos igual ao atual.

A LaLiga não entraria na parte financeira do projeto, o que ficaria por conta da XP. Caberia ao grupo espanhol utilizar a experiência na organização e capacidade operacional, sendo avalizadora do modelo a ser implementado no Brasil.

– Na La Liga, temos o objetivo de ajudar o desenvolvimento do futebol e sua indústria. Com a proposta que estamos fazendo em conjunto com a XP e a Alvarez & Marsal, queremos oferecer, no Brasil, todo o conhecimento que adquirimos ao longo dos anos para propor um modelo de negócio que seja financeira e administrativamente adequado para apostar no crescimento do futebol no Brasil. Hoje apresentamos aos clubes brasileiros uma proposta que inclui as melhores práticas da LaLiga e a forma como conseguimos ser uma das competições desportivas mais eficazes em termos de desenvolvimento de negócios e de estabilidade financeira – afirmou Javier Tebas, em comunicado distribuído à imprensa.

– Mas esse “sim” (acordo com a LaLiga) está condicionado ao futebol brasileiro fazer o dever de casa. Quais são os pilares? Governança, compliance, controle financeiro e centralização da venda dos direitos. Sem isso, esquece – disse Fred Luz, da Alvarez e Marçal.

– Dinheiro é sempre necessário. O ponto é: quando você fica só no dinheiro, ele não vem. Não vem um dinheiro robusto. Se você tivesse um dinheiro, compraria uma briga? Você tem que comprar o direito (de transmissão) de um por um? Acaba sendo fragmentado. O Tebas tem pilares que considera serem fundamentais: número 1, governança. Número 2, compliance. Para ter investidor robusto, precisa mostrar que usa bem o dinheiro. Número 3, controle. Não vamos deixar os clubes gastarem de qualquer maneira, porque deprecia o produto. Número 4: venda dos direitos em conjunto, porque estou vendendo um produto completo, um campeonato completo, é isso que gera valor a médio e longo prazo – acrescentou Luz.

Na semana passada, os clubes conseguiram avançar junto à CBF pela criação da liga. Os times aceitaram a manutenção da distribuição do peso dos votos de cada categoria nas eleições da entidade. Em troca, a CBF se comprometeu a apoiar a criação de uma liga.

– Foi bastante interessante essa apresentação, com o Javier Tebas — tão experiente na área. A LaLiga tem um modelo consagrado em todo o mundo do futebol. Agora, vamos ouvir outros players do mercado e discutirmos entre os clubes as melhores opções. Importante também foi nossa postura junto à CBF, porque a liga é irreversível – disse Julio Casares, presidente do São Paulo.

Disputa

A LaLiga chega para concorrer com outras duas empresas que estão desde o ano passado em contato com os clubes interessados na liga, como a Codajas Sports Kapital, associada ao BTG. Em novembro do ano passado, alguns clubes chegaram a assinar um termo de compromisso com a Codajas para a captação de investimentos e a fundação da liga, mas a proposta financeira não foi adiante. Há a expectativa de uma reunião com o grupo nos próximos dias.

Existe ainda um terceiro movimento, liderado pela LiveMode e a 1190, que promete a estruturação do negócio. Mês passado, as empresas chegaram a procurar os clubes para apresentar o projeto, mas as conversas ainda não avançaram.

– A liga tem que andar esse ano. Eu acho que os clubes deveriam se unir e, em um prazo curto, estabelecer as diretrizes, montar uma licitação, ouvir e votar. O Tebaz até falou: unanimidade talvez não aconteça, talvez tenha que ser pela maioria – afirmou Pedro Mesquita, da XP.

Fonte: GE

Foto: Divulgação

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