Russell sente incômodo em superar Hamilton, mas crê na recuperação de colega

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Atual vice-campeão da Fórmula 1 e 13º colocado no GP da Emilia-Romagna neste domingo, Lewis Hamilton ainda não conseguiu se encontrar com o carro da Mercedes de 2022 – situação agravada pelos diferentes ajustes testados em seu W13, em detrimento de George Russell. E é justamente o piloto de 24 anos, recém-chegado no time e quarto na prova em Imola, que tem acumulado melhores resultados até aqui na categoria. A situação, porém, não o deixa tão feliz.

– A maneira como ele está se esforçando e motivando toda a equipe é inspiradora. Mas não estou me sentindo confortável nesta posição porque sei do que ele é capaz. Espero que ele volte a ser forte – comentou Russell.

Egresso da Williams, o jovem piloto é um dos principais protagonistas da chamada “nova geração da F1”, ao lado do atual campeão Max Verstappen, do líder do campeonato Charles Leclerc e Lando Norris, titular da McLaren.

Russell faz em 2022 sua quarta temporada na categoria e a primeira pela Mercedes, e ocupa a quarta colocação no Mundial. Ele perdeu a vice-liderança para Verstappen após a vitória do holandês na corrida classificatória do GP da Emilia-Romagna.

Ambos estão empatados no número de pódios, com Hamilton chegando em terceiro lugar no GP do Bahrein e Russell repetindo o feito na Austrália. Porém, o jovem chegou entre os cinco primeiros em todas as corridas que disputou, enquanto o veterano o fez apenas em duas provas de quatro.

– Às vezes as coisas acontecem assim em um fim de semana. Fiz uma largada muito forte, mas não sei o que aconteceu com ele no começo. Estamos lutando da mesma forma quando o carro está longe do ideal. Não parecia um carro de corrida adequado para se guiar. Sofremos especialmente com o aquecimento dos pneus; sexta-feira fez 13ºC, e foi um pesadelo pilotar – relatou Russell.

Na prova no Autódromo Enzo e Dino Ferrari em Imola, na Itália, Hamilton largou do lado mais úmido da pista e perdeu algumas posições. Ele chegou a se recuperar e surgiu em décimo até fazer seu primeiro pit stop na volta 18, mas despencou para o fundo do grid após fazer uma troca de pneus lenta.

Russell, por outro lado, conseguiu escalar o grid partindo do 11º lugar e manteve-se em um seguro quinto lugar até ascender um posto após Charles Leclerc, então terceiro colocado, despencar na tabela depois de rodar sozinho.

Pilotar carros difíceis não é novidade para o britânico, que viu então colega da Williams Robert Kubica conquistar o único ponto do time em 2019, e ficou zerado com a equipe no ano seguinte, antes de uma ligeira evolução em 2021 que fez a montadora terminar a temporada com 23 pontos – 16 de Russell.

– Talvez meu esforço na Williams, pilotando carros muito difíceis, tenha ajudado em alguns aspectos. Mas Lewis vai voltar incrivelmente forte, não tenho dúvidas, e ele com certeza vai me motivar até o fim – apostou o jovem.

Boa relação

Apesar da má fase, Hamilton não esconde a admiração pelo empenho do novo colega de equipe e também não poupa elogios ao compatriota. E o chefe da Mercedes, Toto Wolff, confirma a harmonia que existe entre sua dupla de pilotos.

– Os dois trabalham juntos sem atrito. Pelo contrário, são muito produtivos e isso é positivo para a equipe. Eu não poderia estar mais feliz com nossa formação de pilotos. Eles merecem um carro e uma unidade de potência que os façam lutar na ponta, ao invés de serem vencidos – comentou.

Desbancada da vice-liderança do campeonato de construtores pela RBR após a prova classificatória em Imola, a agora terceira colocada Mercedes retorna às pistas daqui a 15 dias, no inaugural GP de Miami em 8 de maio.

Fonte: GE

Foto: Peter J Fox/Getty Images

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