SAF, pés no chão e “quinto grande”: como a Portuguesa quer se manter na elite e buscar novas metas

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Portuguesa está de volta à elite de São Paulo e começa nesta quinta-feira, a partir das 19h (de Brasília), contra o São Bento, a disputa do título da Série A-2 do Paulistão. O plano mais curto do clube é levantar a taça, mas a Lusa se organiza pensando em novos acessos. A médio prazo, além da manutenção na elite paulista, o clube mira o cenário nacional.

Fora de campo, o principal plano da direção está em tornar a Portuguesa sustentável. O caminho traçado pela atual diretoria se encontra na criação da SAF, já em negociação e discussão dentro do clube. Ainda neste mês, o clube deve anunciar a intenção de virar sociedade anônima a investidores, que já dialogam com o presidente Antonio Carlos Castanheira.

– Até agosto queremos implementar nosso modelo, calcular o valuation (a avaliação do valor de uma empresa), as cotas a serem comercializadas. Nosso modelo deve ser cisão, que arranca o futebol do clube e abre um CNPJ novo. Que a gente possa sair de uma reeleição de clube misturado com futebol para assumir como CEO de uma empresa do futebol da Portuguesa – afirmou o dirigente, em conversa com o ge.

– É tratar a Portuguesa como o “quinto grande”. Próximo passo é o Brasileiro e também deixa-la brigando por títulos, como foi vice-campeã brasileira no passado (1996), toda hora brigando com os grandes. Deixar a Portuguesa nesse patamar é o objetivo. Tem que ser paulatino. Cenário é otimista. Temos que ter cuidado para não errar, criar segurança jurídica. Espero que até agosto a gente encaminhe isso – acrescentou.

Depois das finais do Paulistão da A-2, a Portuguesa mira a Copa Paulista para retornar a um cenário nacional. Sem divisão neste ano, o último de gestão de Castanheira, o clube precisa vencer o torneio estadual para conseguir jogar a Série D de 2023.

Em meio à disputa no campo, a Lusa se planeja para virar Sociedade Anônima do Futebol. Segundo a diretoria, o clube sustenta diálogos com empresas interessadas a investir no futebol rubro-verde. A partir da votação do conselho em abril, que deve viabilizar o processo, a Portuguesa trabalha para acelerar o processo para agosto.

O executivo de futebol Toninho Cecílio, que chegou para reformular o time para 2022, quer apresentar um clube mais organizado antes de acelerar o processo de criação da SAF. Há confiança no trabalho realizado para o sucesso da A-2 se estender ao cenário nacional.

– A Portuguesa passou por uma história recente difícil, mas há esperança agora. Há uma visão projetada do presidente. Queremos ganhar a competição do segundo semestre para ter calendário do Brasileirão. Depois do acesso, precisamos buscar obstinadamente o acesso no Brasileirão pela Copa Paulista – declarou o dirigente.

– Antes da SAF tem que vir o profissionalismo, sendo SAF ou não. Tocar futebol é difícil. (…) Temos que ter pés no chão. Nunca podemos deixar de existir a responsabilidade fiscal e capacidade de negociação do presidente. Há diálogo de alto nível, é diferenciado no futebol ter isso – elogiou o dirigente.

O acesso à elite do Paulistão quebrou um jejum de sete anos da Lusa fora da disputa entre os grandes do estado. No Brasileirão, a Portuguesa não atua na na elite nacional desde 2013, quando acabou rebaixada depois do caso Héverton.

Em 2014, o time caiu para a Série C. Em 2016 veio a queda para a Série D. Desde então, a Lusa não flertou com o acesso na quarta divisão nacional, tendo ficado fora da competição no ano passado. A prioridade agora se encontra neste cenário, além, claro, da manutenção na A-1.

– Agora é voltar para o Brasileiro, conquistar vaga na Copa Paulista e lutar para subir no ano que vem. É passo a passo. Sair em anos seguidos da D para a A, não vai acontecer. Uma hora pode enroscar. O importante é sempre lutar pelo êxito, é isso que a Portuguesa precisa. É preparar um time forte para A-1, trazer a SAF, pavimentar a segurança jurídica e tornar a Portuguesa forte – declarou o presidente.

– É um planejamento muito legal, com projeto de CT moderno, várias empresas querendo entrar na SAF. O cenário é otimista e interessante para a Portuguesa nos três até cinco anos – encerrou Toninho Cecílio, confiante em um futuro melhor para a Lusa, logo após ajudar a tirar um peso de sete anos do clube longe da Série A-1 do Paulistão.

Fonte: GE

Foto: Cristiano Fukuyama / Portuguesa

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