Santos sofre no segundo tempo e expõe problema na criação de jogadas

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empate entre Santos e Sport, neste domingo, na Arena Pernambuco, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi bem dividido entre dois períodos. Nos primeiros 45 minutos, o Peixe buscou mais o jogo e até teve chance de marcar o gol. Na outra metade, o time mais se livrou da bola do que buscou jogar futebol.

Sem contar com João Paulo e Léo Baptistão, Carille promoveu a estreia de Jandrei e a entrada de Raniel, que havia desencantado na derrota para o Atlético-MG, na quarta-feira. Além disso, o treinador trocou Vinícius Balieiro, que não vinha funcionando bem como zagueiro improvisado, por Danilo Boza, um atleta da posição.

Após dez minutos marcados pelo nervosismo, em que parou na forte marcação dos pernambucanos, a equipe passou a se soltar. Subiu a linha de marcação, pressionou a saída de bola do Sport, roubou bolas e criou oportunidades. E isso mesmo em uma noite na qual Carlos Sánchez e Marinho, principais jogadores da equipe, estiveram pouco inspirados.

Lucas Braga foi o jogador que desafogou o ataque. Pela esquerda, o camisa 30 fez boas jogadas individuais e teve chance de marcar o gol. Porém, parou na trave direita de Maílson. Os 45 minutos terminaram com a esperança de um Santos mais propositivo para a segunda etapa.

Porém, o Peixe pareceu abdicar do futebol no segundo tempo. O time parou de jogar bola. E sofreu com a desatenção. Esse ponto, aliás, já havia sido alertado por Fábio Carille após a derrota para o Galo. Por sorte, contra um adversário que tem o pior ataque da competição, as falhas não causaram um estrago maior.

O Alvinegro não conseguiu avançar em campo. Travado pela marcação do Sport a partir da linha do meio de campo, o Santos viu muitas jogadas terminarem com a bola recuada e o Leão empurrando o time até perto da própria área. Nessa situação, a opção foi se livrar da bola, com chutões para a frente que pararam, quase sempre, nos pés dos rivais.

Carille passou a mexer na equipe. Mudou o esquema, saindo do 3-5-2 para o 4-3-3. Sacou Wagner Leonardo, Marcos Guilherme e Raniel, que pouco fizeram em campo, para as entradas de Felipe Jonatan, Madson e Diego Tardelli. O camisa 99, como um falso nove, buscou fazer um pouco o que fazia Kaio Jorge. Ia até a linha de meio de campo para trabalhar a bola, puxando a marcação e tentando arrumar espaços para os companheiros.

Mas as mudanças não surtiram efeito. Para piorar, o Sport teve a melhor chance da partida. Danilo Boza e Emiliano Velázquez bateram cabeça e deixaram Mikael escapar sozinho e invadir a área. Jandrei estava no caminho do atacante e evitou que o Santos saísse da Arena Pernambuco com a derrota.

O Santos, por outro lado, só ameaçava o rival em bolas paradas. Mesmo assim, sem muito perigo para Maílson. A falta de criatividade do time quando os destaques não atuam bem passou a ser visível. Se Marinho e Sánchez não funcionam, o sistema todo para.

A dupla, aliás, demonstrou estar cansada. Em alguns lances, parecia que faltava perna ao capitão santista. Sánchez cometeu erros de passe e de lançamentos que não costuma ter. Terminou substituído por Luiz Henrique. Já o camisa 11 deu lugar ao jovem Ângelo. O sangue novo, com pouco tempo para mostrar serviço, nada pôde fazer para mudar a realidade da equipe em campo.

Agora, Fábio Carille terá a semana livre para preparar o Santos antes da partida contra o América-MG, no sábado, às 17h, na Vila Belmiro, pela 28ª rodada. Tempo necessário para o técnico recuperar seus principais jogadores e, com sorte, poder contar com atletas lesionados, capazes de mudar a cara da equipe nas partidas, casos de Jobson e Gabriel Pirani.

Fonte: GE


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