Seleção compete, mas não diverte em empate, e tem Raphinha como melhor notícia

Publicidade

As entradas de Alex Sandro e Fred nos lugares de Guilherme Arana e Gerson já indicavam uma maior preocupação defensiva de Tite para o duelo contra a Colômbia. Neste sentido, as trocas deram resultado. No empate em 0 a 0 em Barranquilla, o Brasil competiu muito mais do que na vitória contra a Venezuela, três dias antes, mas ainda assim frustrou seu exigente torcedor, que assiste aos jogos da Seleção com expectativas e paciência bem diferentes das que tem com o clube de coração.

Ao contrário do que aconteceu nas últimas Eliminatórias após a chegada de Tite, desta vez os resultados não vêm aliados a atuações empolgantes. O números seguem ótimos – e empatar com a Colômbia fora de casa se insere nesse contexto – mas as partidas não divertem.

A quase um ano da Copa do Mundo, o Brasil não tem dúvidas de que vai ao Catar, mas segue sem saber em que condições isso acontecerá.

Ao mesmo tempo que aumenta o leque de opções, Tite ainda não achou uma escalação e uma forma de jogar. Falta criatividade.

Em Barranquilla, o treinador retomou ideias do começo das Eliminatórias e da Copa América. Danilo jogava na linha dos meias, e Alex Sandro tinha mais liberdade para atacar (embora ainda menos do que Renan Lodi, há cerca de um ano). Gabriel Jesus voltou ao lado direito do ataque, Paquetá ficava mais na esquerda, com liberdade para ir para o centro, e Neymar se movimentava bastante, recuando em muitos momentos para ajudar na iniciação das jogadas.

Referência no ataque, Gabigol por vezes trocou de lugar com Gabriel Jesus, mas pareceu extremamente deslocado. Aos 15 minutos do segundo tempo, deixou o campo com apenas 16 toques na bola e sem nenhuma finalização.

No primeiro tempo, o Brasil teve o jogo mais controlado, ficou com a bola em 64% do tempo e cedeu poucas chances aos donos da casa. Méritos coletivos, mas vale menção a dois destaques individuais: Danilo Marquinhos estiveram em grande jornada.

Se Paquetá tivesse aproveitado ótimo passe de Neymar aos 13 ou se Fred tivesse finalizado melhor em chance clara aos 32, a história do jogo certamente seria outra. Mas a Seleção pecou nas conclusões e no “último passe”, e a Colômbia voltou melhor para a etapa final.

Ficou evidente que o Brasil sentiu os efeitos do forte calor de Barranquilla. O clima era sufocante até mesmo para quem assistia ao jogo das cadeiras, que dirá para quem estava em campo.

Os erros aumentaram, principalmente com aquele que não está acostumado a isso: Neymar. O camisa 10 teve nada menos do que 30 perdas de bola, segundo o Sofascore, e atrapalhou jogadas que poderiam ser importantes.

As substituições da Colômbia empurraram o Brasil para trás, mas a equipe soube sair bem da pressão depois das entradas de Antony e Raphinha.

Raphinha, aliás, é a melhor notícia destes dois jogos disputados em outubro. Com coragem para arriscar dribles, arrancadas e chutes, o atacante do Leeds United mudou o jogo contra a Venezuela e recolocou o Brasil na partida contra a Colômbia. Ele oferece justamente aquilo que parece faltar à organizada, mas exageradamente mecânica equipe de Tite.

Talvez seja cedo para pedi-lo como titular, mas certamente Raphinha já cavou vaga nas próximas convocações. Com a classificação na Copa praticamente garantida, é possível dar mais tempo a novos jogadores, como ele, mas para isso é necessário a compreensão (do público e da crítica) de que haverá oscilações de desempenho e que o entrosamento e os ajustes finos demandam tempo.

Antes da próxima partida, Tite comandará somente dois treinos – terça e quarta-feira. Na quinta, a Seleção reencontrará a torcida, diante do Uruguai, em Manaus. Com ou sem mudanças, dá para esperar uma Seleção competitiva. Resta saber se também divertida.

Fonte: GE


Opnião dos Leitores

Você não está autenticado, clique aqui. para acessar o sistema!.


Notícia FM

Ligou, virou Notícia!

Faixa Atual

Título

Artista

Ligou, virou Notícia!

Precisa de ajuda?