Sequência com titulares vai fazer Palmeiras rodar elenco nas próximas partidas

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O desgaste físico vai fazer o Palmeiras rodar o elenco nas próximas partidas. Na quarta-feira, o time de Abel Ferreira enfrenta o Emelec, às 21h (de Brasília), no Equador, pela Libertadores, depois de uma sequência de três jogos em oito dias com os titulares. Depois, no sábado, o rival será a Juazeirense-BA, na Arena Barueri, pela Copa do Brasil.

A opção por um time com mais reservas já foi adotada pelos palmeirenses nas duas primeiras rodadas do torneio sul-americano. Foi assim que o Verdão goleou o Deportivo Táchira, na Venezuela, e o Independiente Petrolero, no Allianz Parque, e será novamente desta maneira nesta semana.

– Esse é o terceiro jogo seguido que essa equipe faz e vou ter que trocar no próximo jogo. Não há como. Eu gosto de arriscar, mas há um limite. Antes do Goiás, jogamos em casa contra o Petrolero, trocamos a equipe toda e deu uma excelente resposta – disse Abel, no último sábado.

Priorizando o Brasileirão, a comissão técnica mandou a campo os principais jogadores nos empates com Goiás (dia 16) e Flamengo (dia 20) e na vitória contra o Corinthians (dia 23). Antes, o Verdão havia vencido a equipe boliviana pelo torneio sul-americano com apenas três titulares desde o início (Weverton, Gustavo Gómez e Zé Rafael).

– Estamos, dentro da nossa competência, do conhecimento que temos com Núcleo de Saúde e Performance, nutricionista e psicóloga, tentando conseguir encontrar aquilo que achamos as melhores soluções, mas sem certezas. Vamos à descoberta. Vamos tentar criar essas semanas limpas. Um jogo, dois jogos, três jogos, quatro jogos seguidos, chega uma altura que vão se lesionar. Eu não quero que se lesionem, sabem que acredito em todos. Estamos a tentar fazer essa gestão – explicou o treinador do Verdão.

Sem um substituto imediato, Raphael Veiga participou dos últimos dez jogos do Palmeiras – nove como titular e um saindo do banco de reservas. É a mesma sequência de Zé Rafael, que não foi preservado na segunda rodada da Libertadores por causa da suspensão de Jailson.

Dudu jogou nove das últimas dez partidas, mesma quantidade de Gustavo Gómez, que só foi ausência neste período por causa da convocação para a seleção paraguaia.

Com um elenco mais curto em relação aos anos anteriores, o Verdão conta com mais opções disponíveis no setor ofensivo neste momento. Na zaga, por exemplo, Gómez ou Murilo será escolhido para formar dupla com Kuscevic, já que Luan continua em recuperação de lesão muscular e não há outro zagueiro à disposição. No meio de campo, a lesão de Jailson deixa Atuesta e Gabriel Menino como as alternativas, além do jovem Fabinho, do time sub-20.

No último sábado, Murilo deu lugar a Kuscevic no segundo tempo do clássico e foi preservado em alguns minutos do segundo tempo do Dérbi.

Na sequência do Brasileirão, Abel teve uma base em campo com: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Danilo, Zé Rafael e Raphael Veiga; Gabriel Veron, Dudu e Rony. Só houve duas modificações, com Rafael Navarro iniciando contra o Goiás na vaga de Rony e Gustavo Scarpa desde o início contra o Flamengo no lugar de Veron.

Na Libertadores, a base da equipe teve: Weverton; Mayke, Kuscevic, Gustavo Gómez e Jorge; Jailson, Atuesta (Zé Rafael) e Raphael Veiga (Breno Lopes); Wesley, Gabriel Veron (Dudu) e Rafael Navarro.

O que também pode fortalecer a decisão de rodar o elenco no Equador é a situação tranquila do Palmeiras no Grupo A. O Verdão lidera com seis pontos e 100% de aproveitamento, com 12 gols marcados e um sofrido. O Emelec está na vice-liderança com dois pontos, seguido por Deportivo Táchira e Independiente Petrolero com um ponto cada. A logística de viagens, porém, tem sido um motivo de alerta para a delegação.

– Não sei o que vai acontecer. Para mim vai ser uma descoberta nova. Não sei se vão conseguir fazer três jogos seguidos, se vão conseguir quatro, se vou ter lesões ou não vou ter. Eu não sei. Eu já tive oportunidade de falar com NSP que estamos à descoberta. Já disse isso quando ganhamos o Paulista, não sei como nossa equipe vai estar em um mês ou dois. Continuo a dizer, não sei. Jogar desta maneira, dois em dois jogos, esse tipo de viagem… Não é só o cansaço físico, é o mental também – declarou Abel, no último sábado.

– Fomos a Venezuela, paramos em Manaus, tivemos que descarregar as malas, passamos na alfândega, ficamos duas horas ali. É físico e mental. Neste ano vamos ter que aguentar assim. Mas quem tem oportunidade de pegar na caneta e executar que o façam. Espero que os treinadores se juntem, juntamente com os jogadores. Não é passar de oito para 80. Vamos meter no 40, equilíbrio, nem tanto nem tão pouco. Vai fazer bem para todos, treinadores, jogadores, vocês (imprensa) e sobretudo para o futebol brasileiro – completou.

Depois da partida em Guayaquil, os palmeirenses terão dois dos três jogos restantes no Allianz Parque: Emelec (dia 18 de maio) e Deportivo Táchira, dia 24 de maio. O jogo contra o Independiente Petrolero, na Bolívia, será no dia 3 de maio.

O próximo jogo pelo Campeonato Brasileiro será somente no dia 8 de maio, contra o Fluminense, no Allianz Parque.

Fonte: GE

Foto: César Greco/Agência Palmeiras

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