Técnico, esquema, reforços… Mudanças não resolvem, e Santos sofre para driblar crise

Santos vive momento conturbado no Campeonato Brasileiro. Muito perto da zona de rebaixamento, o Peixe procurou soluções, viu reforços chegarem, seu principal jogador voltar de lesão, mas nada disso surtiu efeito para aliviar a crise da equipe.

Em meio à luta para evitar sua primeira queda no Brasileirão, o Santos começou a “operação salvação” trocando de técnico. Por causa dos maus resultados, Fernando Diniz foi demitido pelo Peixe. O clube, então, contratou Fábio Carille. Apesar da clara evolução no desempenho, os resultados não apareceram.

Um dos problemas enfrentados pelo Santos nos últimos meses foi, também, a adaptação de reforços e a ausência de Marinho. O atacante, principal jogador do Peixe, perdeu 10 jogos por causa de uma lesão na coxa, mas seu retorno também não surtiu efeito.

Diante dos maus resultados, o Santos se aproxima da parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro. Agora, é o 16º colocado, com 24 pontos, só um a mais do que o Bahia, que é o primeiro na zona de rebaixamento.

Veja, abaixo, as tentativas frustradas do Santos de evoluir nos últimos meses:

Mudança de técnico

Em meio à queda de produção e aos maus resultados, o Santos demitiu o técnico Fernando Diniz depois da derrota por 2 a 1 para o Cuiabá. Àquela altura, o Peixe já não vencia há seis partidas, mas ainda estava mais distante da zona de rebaixamento.

Dias depois, Fábio Carille foi contratado para substituir Diniz. Apesar de uma evolução, o maior problema continuou: a falta de vitórias. Já são quatro jogos sob o comando do novo treinador, com dois empates e duas derrotas, incluindo a eliminação para o Athletico nas quartas de final da Copa do Brasil.

Reforços

O Santos foi ao mercado nos últimos meses justamente por entender que precisava reforçar seu elenco para não brigar na parte de baixo da tabela. O goleiro Jandrei, o zagueiro Emiliano Velázquez, os meias Luiz Henrique e Augusto Galván e os atacantes Diego Tardelli e Léo Baptistão foram contratados.

Os mais badalados, Emiliano Velázquez e Léo Baptistão, já estrearam e viraram titulares, mas também ainda não conseguiram ser decisivos na busca por vitórias. O zagueiro disputou dois jogos pelo Santos, enquanto o centroavante entrou em campo quatro vezes.

Diego Tardelli, ainda reserva, estreou na derrota do Santos para o Athletico e já foi alvo de uma emboscada feita por torcedores. O centroavante voltou a jogar contra o Juventude, mas não evitou a derrota por 3 a 0.

Esquema tático

Uma das mudanças propostas por Fábio Carille foi no esquema tático. O treinador escolheu jogar com três zagueiros nas últimas duas partidas, primeiro num 3-4-3 e depois num 3-5-2. O Santos até ficou sem sofrer gols no empate em 0 a 0 com o Ceará, mas perdeu por 3 a 0 para o Juventude na rodada seguinte.

Na própria derrota do último fim de semana, Fábio Carille alterou o esquema tático no decorrer da partida no Estádio Alfredo Jaconi, depois de o Santos sofrer dois gols, voltando para o tradicional 4-3-3, mais frequente na equipe nos últimos anos.

Marinho de volta

Principal jogador do Santos na temporada passada, o atacante perdeu 10 jogos por causa de uma lesão na coxa. Marinho voltou ao Peixe justamente na estreia de Fábio Carille, contra o Bahia, e carregava a expectativa do reencontro com as vitórias. Isso não aconteceu.

Depois do retorno de Marinho, o Santos não fez nenhum gol em quatro jogos e também não conseguiu vencer.

Agora, com a janela de transferências fechada e o término do prazo de inscrições no Campeonato Brasileiro, resta ao Santos tentar evoluir com o material humano que tem em mãos.

A equipe de Carille volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Fluminense, às 18h15 (de Brasília), pela 23ª rodada do Brasileirão.

Fonte: GE


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