Tênis feminino brasileiro quebra recordes e chega ao protagonismo

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Nesta quinta-feira, Beatriz Hadadd entrou para a história ao se tornar a primeira brasileira finalista do Australian Open na Era Aberta, ao vencer a semifinal nas duplas ao lado da cazaque Anna Danilina. Mas o “efeito dominó” no tênis feminino do Brasil começou há cerca de seis meses. O dia 31 de julho de 2021 pode ter sido um divisor de águas na história do tênis feminino do Brasil. Luisa Stefani e Laura Pigossi conquistaram a medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio após uma epopeia que começou uma semana antes da cerimônia de abertura, quando a dupla descobriu que entraria na lista das classificadas para os Jogos. Desacreditas, superaram lesões (Luisa teve apendicite semanas antes), o fuso-horário, a falta de entrosamento (são amigas, mas só tinham jogado duas vezes juntas) e adversárias mais bem ranqueadas para irem ao pódio.

A partir dali, o tênis feminino do país viu a própria Luisa virar top 10 do ranking mundial de duplas e chegar na semifinal do US Open (na qual se lesionou) e Beatriz Haddad, em simples, vencer a número 3 do ranking mundial durante o torneio de Indian Wells, e ir à final do Australian Open de duplas nesta semana.

Aqui vale dizer que temos um ponto de corte do tênis feminino brasileiro. Todas essas marcas são as melhores “desde Maria Esther Bueno”, tenista que conquistou 22 títulos de Grand Slam, entre simples, duplas e duplas mistas, entre 1959 e 1968, em uma época que a modalidade ainda não era profissional. A “Era Aberta” do tênis feminino chega exatamente em 1968.

O tênis feminino sempre foi preterido aqui no Brasil, com menos investimento e torneios que o masculino. Os duplistas masculinos, Marcelo Melo e Bruno Soares, que há mais de uma década estão no top 20 do ranking, sempre tiveram mais visibilidade e incentivo .

Depois do pódio olímpico feminino, algumas competições que valem pontos para a WTA foram realizadas no país, mas nada de muito concreto foi feito na estrutura da modalidade. E mesmo se tivesse feito, os resultados não apareceriam em tão pouco tempo.

O boom do tênis feminino gira em torno do “acreditar”, como as próprias atletas já falaram em entrevistas. Se Luisa e Laura conseguiram uma medalha olímpica mesmo com todas as circunstâncias citadas, as outras atletas poderiam também conquistar grandes resultados.

Beatriz Haddad conseguiu, pela primeira vez em muitos anos, jogar em alto nível em várias competições sem se lesionar. Tem feito bons jogos de simples, está em 83º do ranking, e engatou nove vitórias seguidas em duplas (quatro para conquistar o WTA de Sydney e cinco até a final do Australian Open).

Laura, depois do bronze olímpico, vive a melhor fase da carreira. Se fixou entre as 200 melhores do ranking mundial individual e disputou pela primeira vez na carreira o qualificatório de um Grand Slam, o Australian Open. E o efeito “acreditar” também chegou a Carolina Meligeni que, em novembro, jogou sua primeira final de um torneio de WTA, nas duplas, em Montivideo, Uruguai.

O boom do tênis feminino do país ainda está em uma fase ascendente, ao que tudo indica os resultados devem seguir aparecendo, e o objetivo final é fazer com que a modalidade se consolide de uma vez por todas por aqui.
Fonte: GE
Foto: Mark Evans / Getty Images
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