Thiago Silva evita críticas à Conmebol, mas diz que gramado do Nilton Santos “vai estar ruim para os dois”

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A dois dias do primeiro duelo decisivo para o Brasil nesta Copa América, Thiago Silva foi o entrevistado na sala de imprensa da Granja Comary. E um dos assuntos, claro, foi o gramado do estádio Nilton Santos, onde o Brasil enfrentará o Chile, nesta sexta-feira, às 21h (de Brasília). O zagueiro evitou criticar a Conmebol, mas admitiu que o campo estará “ruim para os dois”

– Sobre a organização, a Conmebol fez de tudo para que pudesse dar bons estádios, bons campos, mas ficou decidido (em cima da hora), ficou meio que impossível disso acontecer. Não tenho duvidas que fizeram esforço máximo, mas as condições estão ai, todos sabem como estão os estados, campos, mas não temos mais nada para falar dessa situação. Estamos super preparados.

“O campo vai estar ruim para os dois lados. Espero que possamos estar em alto nível maior para os adversários”

Depois de evitar criticar diretamente a entidade máxima do futebol sul-americano, Thiago foi perguntado sobre essa “censura” imposta pela Conmebol, que multou Tite e suspendeu Marcelo Moreno em função de críticas pela Copa América. O zagueiro citou hierarquia e lembrou que a entidade teve pouco tempo para planejar o torneio (após Argentina e Colômbia desistirem de sedia-lo).

– Não é pisar em ovos, acho que tem que respeitar instituição que com pouco tempo tentou fazer muita coisa. Infelizmente ficaram meio presos. Não vai acrescentar mais o que tem para jogar. A gente sabe como está.

“(O termo) pisar em ovos é forte, mas temos que respeitar hierarquia, o que foi feito para realizar a copa America, com 10 dias de preparação. Isso dificultou muito a logística de cada seleção. Se for falada, não vai melhorar. Vai levar coisas negativas, não é isso que queremos, queremos fazer grande jogo independentemente do gramado”

Duelo com o Chile

Thiago também foi questionado sobre o momento complicado do Chile, que venceu apenas o jogo que fez contra a Bolívia, empatando com Uruguai e Argentina e sendo derrotado pelo Paraguai. O zagueiro, no entanto, relembra as duas conquistas recentes da equipe na Copa América (2015 e 2016) e diz que o grupo, hoje treinado por Martín Lasarte sabe jogar esse tipo de partida.

– É uma equipe de muita qualidade, não foi à toa que conquistaram duas copas América seguidas. Esse grupo sabe jogar esse tipo de jogo, independentemente do momento que atravessam, sendo sétimo nas Eliminatórias e acho que só venceram uma partida na Copa América. Mas isso não significa muita coisa. Contra a seleção todos querem vencer. Confronto muito difícil, complicado de ser jogado. O mais importante é que estamos preparados para enfrenta-los, vamos tentar neutraliza-los para tentar vence-los.

Contra o Chile, também, Thiago Silva viveu um momento que ficou negativamente marcado ao longo da carreira. As equipes se enfrentaram nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014. O jogo terminou empatado em 1 a 1, com a seleção brasileira avançando nos pênaltis. Antes e depois das cobranças, Thiago, então capitão do time, chorou bastante, e a imagem ficou marcada. O zagueiro relembra o episódio, que no fim das contas serviu como aprendizado.

– Você não se programa para se emocionar. Acontece ao natural, fiquei muito marcado, negativamente, por esse episódio contra o Chile. Infelizmente, mas hoje estou tranquilo. Foi tristeza muito grande por um período, mas serviu de aprendizado, serviu para me preparar para os seguintes objetivos, jogos decisivos.

“Não é revanche, não vou pensar no que aconteceu. Isso já ficou para trás. Hoje tenho experiência um pouco maior. A gente sabe por quem chorar, por quem derramar lagrimas. Se acontecer, vai acontecer naturalmente. Mais importante é que continuo na seleção, sigo com orgulho, sigo motivado. É o que mais importa”

Lesão e temor pelo corte da Seleção

No fim de maio, a menos de duas semanas do início da Copa América, Thiago Silva teve uma lesão muscular e precisou ser substituído na final da Liga dos Campeões, que acabou vencida pelo Chelsea sobre o Manchester City. Além da frustração por ser substituído em uma decisão, o zagueiro temeu pelo corte da seleção brasileira.

– Sabia que não poderia continuar no jogo e ala, abaixei a cabeça, coloquei camisa me cobrindo, passou um filme na cabeça: “Mais uma final de Champions, a do ano passado perdi, hoje saí com 0 a 0”. Pedi a Deus para vencer, que não fosse muito grave e que não ficasse fora da seleção.

“Ao mesmo tempo que estava saindo lesionado, pedia que não saísse da seleção. Desde o primeiro jogo sabia que não poderia jogar os dois jogos (das Eliminatórias), mas sabia que poderia jogar a Copa América. Mas acreditaram em mim, o que é motivo de grande orgulho. Fora de campo são sensacionais como seres humanos”

Fonte: GE


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