Trabalhadores de serviços na Copa do Mundo do Catar correm riscos, aponta Anistia Internacional

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Uma petição com mais de 280 mil assinaturas pedindo à Fifa para fazer mais pelos trabalhadores da Copa do Mundo de 2022, uma lista sobre riscos no setor de serviços do evento e a promessa de uma carta documentando mais abusos trabalhistas que continuam sendo cometidos no Catar. Esse foi o saldo da reunião realizada na segunda-feira pela Fifa com representantes da Anistia Internacional.

A petição com centenas de milhares de assinaturas de torcedores foi entregue por Alexandra Karle, diretora da Anistia Internacional na Suíça. A organização não governamental que defende direitos humanos pelo mundo pede à Fifa que tome medidas concretas para melhorar os direitos de trabalhadores imigrantes, influenciando o Catar a cumprir o programa de reformas trabalhistas antes de a Copa começar.

Na reunião de segunda na sede da Fifa, em Zurique, foram apontados riscos para os trabalhadores imigrantes nos setores de serviços e hospitalidade, como funcionários de hotéis, garçons, motoristas de táxis, faxineiros e seguranças, tanto em locais credenciados para a Copa do Mundo como naqueles não credenciados.

— Como organizadora da Copa do Mundo, a Fifa tem a responsabilidade de acordo com os padrões internacionais de mitigar os riscos de direitos humanos decorrentes da Copa do Mundo e deve implementar um plano de ação robusto para garantir que os trabalhadores migrantes em todos os setores associados à Copa sejam pagos adequadamente, tratados de forma justa e livres do controle de empregadores exploradores — comentou Laith Abu Zeyad, representante da equipe de direitos para trabalhadores migrantes da Anistia Internacional, ao ge.

A Fifa também é cobrada a assumir a responsabilidade de garantir que os danos sofridos pelos trabalhadores em projetos relacionados ao megaevento até o momento sejam devidamente remediados, junto com o Comitê Organizador Local da Copa.

Apesar das recentes reformas para melhorar a situação dos trabalhadores imigrantes no país, a Anistia Internacional constatou que milhares deles continuam a ficar meses sem receber salário, são proibidos de trocar de emprego, e não é permitido formar sindicatos para lutar coletivamente por direitos. Há suspeitas também sobre mortes de trabalhadores aparentemente saudáveis sem investigação apropriada ou compensação para as famílias.

A Anistia Internacional fez diversos alertas nos últimos anos sobre a condição precária dos operários imigrantes nas instalações de construção dos empreendimentos para a Copa no Catar.

Em relatório divulgado em novembro do ano passado, a ONG indicou que progressos no mercado de trabalho no Catar ficaram estagnados em 2021. A situação de imigrantes no país continua dura para a maioria, segundo a entidade, apesar de mudanças legais a partir de 2017.

A próxima Copa do Mundo será realizada no Catar entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro. Além do país anfitrião, outras 14 seleções já garantiram vaga para o torneio.

Fonte: GE

Foto: Getty Images

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