Zé Roberto Guimarães quer estar nas Olimpíadas de Paris, mas alerta: “Vivo de resultados”

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O currículo de José Roberto Guimarães no comando da seleção feminina de vôlei é para poucos. Foram três medalhas olímpicas, além de pódios em Campeonatos Mundiais, Copas do Mundo e Liga das Nações. O treinador, no cargo desde 2003, não esconde a vontade de ficar até as Olimpíadas de Paris 2024, mas sabe das dificuldades de se manter por mais três anos na seleção:

– Eu vivo de resultados, como todos os treinadores do mundo. Até chegar nas Olimpíadas, tem Campeonato Mundial, outras competições, tem muita coisa para acontecer, eu espero que dê certo, que a gente consiga completar o ciclo da melhor maneira possível. Quero construir esse time para Paris. Nós vamos ter um bom time, jogadoras jovens que estão mostrando potencial, mas como todos os treinadores, eu também vivo de resultados. Dependendo de mim, eu fico, mas vamos ver – disse José Roberto Guimarães durante a abertura do CSI- W Indoor 2021, principal torneio de hipismo do Brasil, modalidade na qual o treinador é apaixonado.

O time não chegou exatamente favorito ao pódio nas Olimpíadas, já que nos anos anteriores os principais resultados tinham sido conquistados por China, Sérvia, Estados Unidos e Itália. O treinador explica a histórica medalha de prata em Tóquio:

– É um campeonato totalmente diferente, existe um mistério nos Jogos Olímpicos, não dá para ter nada como base. Ali os favoritos caem, os não favoritos crescem, já vimos várias vezes isso. Foi um ciclo muito difícil, talvez o ciclo mais difícil da minha passagem. O ciclo não foi adequado, não foi legal, mas o time montado para Tóquio se encontrou em uma energia muito forte, aí deu liga – disse.

Desde 2003, José Roberto Guimarães disputou cinco Olimpíadas com a seleção feminina de vôlei, com dois ouros (2008 e 2012), uma prata (2021), um quarto lugar (2004) e um quinto (2016). Em Campeonatos Mundiais são duas medalhas de prata (2006 e 2010) e um bronze (2014), além de duas pratas em Copas do Mundo (2003 e 2007) e nove títulos do Grand Prix. São quase vinte anos entre as melhores seleções do mundo:

– O Brasil nunca saiu do grupo das nas melhores, se a gente pegar Rússia, Peru, Japão e outras equipes, elas oscilaram nos últimos anos, o Brasil nunca deixou de brigar entre as primeiras seleções, às vezes fica fora da semifinal, mas está sempre entre as melhores. Não dá para ganhar o tempo inteiro, mas nós temos uma escola brasileira de vôlei – garantiu.

Após as Olimpíadas, o Brasil disputou o Campeonato Sul-Americano, na Colômbia, e conquistou o título, apesar da derrota para as donas da casa na última rodada. Sem férias ou tempo para descanso, já está no comando do Barueri, que está na disputa do Campeonato Paulista de vôlei. Nesta terça-feira, faz o primeiro jogo dos playoffs contra o São Caetano, com o confronto de volta marcado para quinta-feira.

Fonte: GE


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